Caso Tifanny: Deputado defende lei que regula transexuais no esporte
Em meio a toda a polêmica envolvendo a jogadora de vôlei Tifanny Abreu, do Bauru, o deputado estadual Altair Moraes (PRB), de São Paulo, defende um projeto de lei que regula a presença de jogadores transexuais no esporte profissionais. Tifanny, uma mulher trans, joga na liga feminina e é acusada de levar vantagem física sobre suas adversárias. “Se existe uma disparidade, por mínima que seja, não pode competir de igual para igual”, explicou o político em entrevista ao Pânico nesta terça-feira (9).
O PL nº 346/2019 define que os jogadores só podem participar de ligas esportivas correspondentes a seu sexo biológico. Neste caso, Tifanny, por exemplo, só poderia disputar campeonatos masculinos. “O meu projeto não impede ninguém de praticar esporte”, ressaltou Moraes. A proposta ainda não foi aprovada.
Altair explicou que não existe uma lei que legisle sobre esse assunto. “Eu quero que o projeto seja aprovado porque é científico e legal, não é nada contra a lei. Contra a lei é o que está acontecendo hoje”, defendeu o deputado. “Tem mulheres que ralam dia e noite para ser atletas de ponta, aí vem um camarada que depois de 30 anos virou mulher”, reclamou o político, dizendo que a participação de transexuais em ligas femininas prejudica as mulheres.
O sexólogo João Borzino, que também participou do Pânico, concordou com o deputado e afirmou que mulheres transexuais levam vantagem sobre mulheres cis. “Homem transformado e adaptado não é uma mulher”, disse. Ele definiu a situação como um dopping. “Esse é um dopping genético, um dopping biológico”, afirmou Borzino.
O projeto de lei do deputado Altair Moares está sendo discutido na Assembleia Legislativa de São Paulo e recebeu uma emenda da deputada estadual Janaina Paschoal (PSL) nesta terça.
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