Com colapso na saúde, busca por oxigênio domiciliar cresce 700% no México
Depois de ultrapassar a Índia e se tornar o terceiro país com mais óbitos pela Covid-19, atrás apenas de Estados Unidos e Brasil, o México vê ruir o sistema de atendimento aos pacientes mais graves da doença. Só em janeiro, o país liderado por Andres Manuel Lopez Obrador, presidente que refuta o uso da máscara, registrou mais de 30 mil mortes, o que é considerado um recorde. A alta de infecções deixou os hospitais lotados. Na Cidade do México, por exemplo, a ocupação de leitos chegou a 90%.
Além da superlotação, muitos pacientes estão sendo tratados em casa; assim, não é incomum ver longas filas de pessoas tentando comprar tanques de oxigênio ou recarregá-los. Só nas primeiras três semanas de janeiro, a demanda por oxigênio domiciliar em todo o país aumentou 700%, de acordo com o escritório federal de proteção ao consumidor do México. Com o aumento da necessidade, os preços triplicaram; além disso, a falta do produto também resultou na formação de um mercado clandestino. A imprensa local registrou diversos grupos criminosos que estão sequestrando caminhões cheio de tanques ou ameaçando hospitais de roubo; existem, ainda, relatos de venda de oxigênio falso na internet.
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De acordo com dados da universidade Johns Hopkins, a cada 100 casos de Covid-19, 8,7 terminaram em morte no México. O país tem a maior taxa de mortalidade entre os infectados no comparativo entre os 20 países mais afetados pela doença no mundo. O presidente López Obrador, que testou positivo para a doença no início do ano, costuma evitar o uso de máscaras e não respeitar o distanciamento social. O governo, no entanto, tem feito campanhas seguindo os protocolos.
*Com informações da repórter Beatriz Manfredini
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