Com decisão de Toffoli, navios iranianos são abastecidos e deixam o Porto de Paranaguá após 50 dias parados
Depois de quase 50 dias ancorados, os dois navios iranianos deixaram o porto de Paranaguá, no estado do Paraná. As embarcações estavam paradas depois que a Petrobras se recusou a abastecer os tanques para evitar quebrar sanções norte-americanas contra o Irã.
Uma determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, obrigou a estatal a fornecer combustível para os dois navios.
O Termeh, que estava vazio, recebeu 600 toneladas de combustível e deixou o porto na tarde de sábado (27) em direção a Santa Catarina. Já o Bavand, que está carregado com 48 mil toneladas de milho e tem como destino o Irã, foi abastecido com 1.300 toneladas de combustível e deixou o Porto de Paranguá durante a noite.
A administração do porto de Paranaguá não tem informações sobre a integridade da carga, que pode ter sido prejudicada pelo longo período dentro da embarcação.
Entenda
Atualmente, Irã e Estados Unidos passam por diversos conflitos.
No ano passado, os Estados Unidos anunciaram a saída do acordo nuclear e colocaram diversas sanções econômicas contra o Irã. Como resposta, Teerã decidiu quebras alguns termos do Acordo, e Washington continuou ameaçando novas sanções. Quando os navios pararam no Porto de Paranagua, a Petrobras não quis fornecer o combustível por receio de ferir essas sanções norte-americanas e sofrer represálias.
A estatal entrou com um recurso no STF para não efetuar o serviço, mas Toffoli rejeitou o pedido. O presidente do Supremo disse que não via riscos para a soberania nacional com o abastecimento dos navios.
Toffoli ainda disse que há urgência na decisão judicial por razões humanitárias, já que os navios transportam alimentos para o Irã. Na decisão, o ministro afirmou que o fornecimento do combustível supera a “convergência de vontades” das empresas envolvidas.
*Com informações da repórter Nanny Cox
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