Constantino: ‘Algumas pessoas ganharam certo gosto pelo que está acontecendo na pandemia’
Em audiência no Senado Federal, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pediu que os Estados e municípios respeitem as regras do Plano Nacional de Imunizações (PNI), afirmando que o momento não é de polemizar e citando dificuldades para entregar a segunda dose da Coronavac. Segundo o ministro, apesar dos números altos, a quantidade de casos e mortes pela Covid-19 sofrem redução no país e a vacinação está em andamento. De acordo com Queiroga, abril deverá terminar com 26 milhões de doses entregues. Sobre os atrasos na chegada da vacina e de insumos, o ministro reiterou que os problemas são administrativos e não envolvem questões diplomáticas. Por fim, Queiroga ressaltou que o governo está negociando a aquisição de kits intubação, mesmo sendo responsabilidade de Estados e municípios.
Ao falar sobre o assunto durante sua participação no programa 3 em 1, da Jovem Pan, desta terça-feira, 26, o comentarista Rodrigo Constantino disse que as vacinas contra a Covid-19 foram vendidas como salvação e que isso não se confirma, afirmando que pessoas gostaram das restrições impostas durante a pandemia. “Venderam as tais vacinas como a grande panaceia, e não é verdade. Muitos que falam da vacina falam que vamos ter que continuar usando máscara ad infinitum. Tem gente que gostou dessa brincadeira e fazendo restrições, lockdown e tudo mais. Tem gente que ganhou um certo gosto pelo que está acontecendo nesta pandemia. Essa que é a triste realidade”, disse Constantino. O comentarista também criticou a politização da pandemia e afirmou que Queiroga está tentando “acalmar os ânimos” da população. “Ele está tentando prestar esclarecimentos e acalmar os ânimos, mas é muito difícil porque a politização tem sido enorme nessa pandemia desde o começo. Exploração da pandemia para fins políticos, eleitorais ou então ideológicos, no caso de quem não tem nenhum apreço pelas liberdades individuais”, continuou.
[jp-related-posts ids=”1084536,1084409,1084418″]
Além disso, o comentarista falou sobre a situação de falta de vacinas em diversos países do mundo, citando a Índia, que teve uma piora nas últimas semanas, como exemplo. “O Brasil é o quarto ou quinto país que mais vacinou em termos absolutos. Não canso de repetir que, aqui, o número absoluto importa justamente pelo que estamos vendo agora. Falta vacina geral. Os Estados Unidos estão anunciando agora doação de vacinas da AstraZeneca. A Índia, que é um grande exportador para o mundo está tendo que parar a exportação e está recebendo doações porque a coisa saiu de controle lá, ao que tudo indica por conta de uma variante muito agressiva que está assustando o mundo todo. A Índia tinha ótimos números, usa tratamento preventivo faz tempo, hidroxicloroquina e tudo mais, e agora teve um salto assustador por conta dessa nova variante”, disse Constantino, que concluiu, citando o caso do Uruguai. “O Uruguai vacinou muito mais e está com uma curva exponencial, passou o Brasil de largada”.
Confira a íntegra da edição do programa 3 em 1 desta segunda-feira, 26:
continue lendo
Mundo
Julgamento de suposto mentor dos atentados de 11/9 é marcado para junho de 2028
Khalid Sheikh Mohammed está preso em Guantánamo desde 2006; ele é acusado de ser o cérebro por trás dos ataques de 2001
- Da autocobrança ao esgotamento: como a busca pelo alto desempenho afeta o corpo e a mente Ana Carolina Oliveira · há 1 semana
- A sua marca não é mais sua Gustavo Hansel · há 2 semanas
- Tarcísio diz que áudios de Flávio a Vorcaro não impactam relação com senador Jovem Pan · há 2 semanas
- PF divulga parecer sobre acidente Voepass e indicia 16 pessoas Fernando Keller* · há 3 semanas