Construídos em áreas de preservação, loteamentos irregulares movimentam comércio clandestino de moradias
Uma operação envolvendo a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, Cetesb, Sabesb, Enel, subprefeituras da capital paulista e a Secretaria Executiva de Mudanças Climáticas, identificou loteamentos clandestinos em dois locais na zona Sul da capital paulista. Os terrenos estavam sendo erguidos em locais proibidos, já que se tratavam de áreas de preservação ambiental. Foram construídos postes de energia, guias de calçadas e sistema de canalização de água. Segundo a polícia, esses loteamentos são levantados em terrenos ilegais e vendidos para a população, que na maioria das vezes não sabe das irregularidades. As autoridades estipulam que os lotes eram vendidos por cerca de R$ 45 mil. A Defesa Civil foi acionada para tomar medidas preventivas, já que a área é de risco.
Segundo o Coronel Motooka, comandante de Policiamento Ambiental no Estado de São Paulo, não havia moradores em nenhum dos locais. “Nós fazemos a demolição desse pavimento de obras e instalações ainda não caracterizadas como habitação e domicílio. Nenhuma pessoa está sendo colocada para fora da sua casa, deixada sem teto”, explicou. Em um dos terrenos, foram demolidas duas edificações. O coronel afirma que a operação não teve caráter punitivo, mas de preservação ambiental. Mas o próximo passo será encontrar as pessoas responsáveis por esse comércio ilegal de terras.
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*Com informações da repórter Camila Yunes
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