Contra Lula, Bolsonaro defende voto impresso e diz não estar preocupado com eleições
O presidente Jair Bolsonaro não esconde a insatisfação com a decisão do ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após a determinação, o mandatário voltou a defender a necessidade de se implementar voto impresso na eleição de 2022 para garantir mais segurança ao processo eleitoral brasileiro. Desde que foi eleito, Bolsonaro defende a necessidade de mudar o processo de votação. No ano passado, ele vinha afirmando que a proposta seria uma das prioridades do governo no Congresso Nacional. Nesta segunda-feira, 08, ele disse, no entanto, que não está preocupado com eleições ou com o Lula, mas com o combate à Covid-19. Jair Bolsonaro chegou a dizer que não foi nenhuma surpresa a decisão de Edson Fachin, uma vez que todo mundo sabe da forte ligação do ministro com o Partido dos Trabalhadores (PT).
Bolsonaro colocou em dúvida a possibilidade de Lula disputar a presidência no ano que vem, deixando claro que não está confiante que a população vai querer o petista de volta. A avalição do governo é que a reação negativa do mercado coloca em dúvida a viabilidade do ex-presidente concorrer às eleições no ano que vem. Durante programa da Jovem Pan, também nesta segunda-feira, a ministra da Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves, deixou bem claro que o ministro não disse que Lula é inocente. Por isso, ela ressaltou que ainda espera por punição, já que a corrupção, segundo ela, deveria ser um “crime imperdoável”. “Ele não disse que o ex-presidente é inocente. No mérito ele não tocou, então atenção. O presidente Lula não tem nenhuma absolvição não, não tem ninguém dizendo que ele é inocente. Mas estou triste com a decisão, essa nação não aguenta mais corrupção”, afirmou.
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*Com informações da repórter Luciana Verdolin
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