Eleições de meio de mandato nos EUA estampam manchetes na imprensa europeia
Nunca as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos repercutiram tanto ao redor do mundo. Na Europa, principalmente, os resultados da votação estampam as principais manchetes de todos os veículos de comunicação de peso.
O motivo é simples: este foi o primeiro teste popular do ‘trumpismo’. Ele veio para ficar ou é só um momento estouvado da história mundial?
No fim das contas os resultados foram mais ou menos o esperado, sem vitória acachapante para nenhum dos lados.
Os democratas retomaram o controle da Câmara, algo que não tinham desde 2010, e que vai dificultar os planos do presidente daqui pra frente.
Mas os republicanos ampliaram suas posições no Senado com vitórias importantes na Flórida e no Texas.
Para quem gosta de ver o copo progressista meio cheio, alguns pontos relevantes desta eleição: a participação feminina entre as candidaturas foi recorde e os americanos elegeram pela primeira vez congressistas muçulmanas, indígenas e o primeiro homossexual declarado como governador, Jared Polis, no Colorado.
Os detratores de Trump, no entanto, não têm tantos motivos para comemorar assim. Mesmo sem o controle do Congresso, o presidente americano segue com orçamento para implementar sua pauta protecionista.
A União Europeia, bastião do chamado “globalismo” que Trump tanto denuncia, deve continuar sofrendo ataques, ao menos retóricos, nos próximos anos.
O presidente se incomoda, principalmente, com o superávit de 100 bilhões de dólares que os europeus têm na balança comercial com os americanos, sem falar na falta de investimentos desse lado do Atlântico na OTAN.
Como citou o jornal Financial Times, o bloco teme que as relações com os Estados Unidos estejam caminhando para uma questão puramente partidária.
Esse não é o cenário ideal – a parceria com os Estados Unidos é vital para a Europa, seja qual for o partido no poder. E em tese a mesma premissa deveria valer para o resto do mundo.
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