Juan Guaidó é agredido por chavistas ao retornar à Venezuela
O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, foi hostilizado nesta terça-feira (11) por simpatizantes do ditador Nicolás Maduro. Ele voltou a Caracas depois de ficar 23 dias em viagem internacional.
No Aeroporto Simón Bolívar, ele foi recebido em meio a empurrões e insultos. Quando a chegada foi confirmada, corredores do local ficaram lotados.
Apoiadores de Maduro ainda atingiram o carro de Guaidó com cones de trânsito e bastões. Também houve conflitos entre seguidores do chavista e do autoproclamado presidente.
A última parada de Guaidó foi nos Estados Unidos, onde foi recebido pelo presidente Donald Trump. No dia 4, o venezuelano, inclusive, assistiu, do Capitólio, ao tradicional discurso sobre o Estado da União — no qual foi citado.
Juan Guaidó deixou a Venezuela em 19 de janeiro, mesmo estando proibido por ações judiciais promovidas pelo regime de Maduro. Havia a possibilidade de que o líder oposicionista fosse preso ao retornar.
Nas redes sociais, ele publicou uma foto tirada na imigração e escreveu que traz “o compromisso do mundo livre, disposto a nos ajudar a recuperar a democracia e a liberdade”.
Venezuela: ya estamos en Caracas.
— Juan Guaidó (@jguaido) February 11, 2020
Traigo el compromiso del mundo libre, dispuesto a ayudarnos a recuperar la Democracia y la Libertad.
Empieza un nuevo momento que no admitirá retrocesos y que nos necesita a todos haciendo lo que nos toca hacer.
Llegó el momento.#TodoPorVzla
Guaidó também discursou a apoiadores, pedindo união da oposição e prometendo mais pressão contra Maduro. O líder disse que, na viagem que fez, conseguiu o compromisso de várias organizações para a criação do “Fundo da Venezuela para a recuperação do país”.
Segundo ele, esse Fundo será lançado “quando a transição começar”.
Guaidó é reconhecido como presidente da Venezuela por mais de 50 nações — incluindo os Estados Unidos e o Brasil.
*Com informações do repórter Afonso Marangoni
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