MPF volta a pedir bloqueio de R$ 20 milhões de Ricardo Barros por improbidade
O Ministério Público Federal (MPF) voltou a investigar o deputado federal Ricardo Barros, líder do governo federal na Câmara. A procuradora Carolina Martins Miranda de Oliveira, do Distrito Federal, solicitou o bloqueio de R$ 20 milhões do parlamentar em ação de improbidade administrativa sobre contratos firmados quando Barros ocupava o cargo de ministro da Saúde, durante o governo de Michel Temer. A ação envolve quatro ex-servidores da pasta e a empresa Global Gestão em Saúde. O MPF renovou o requerimento após os réus serem intimados a prestar informações. A análise atinge a compra de medicamentos para o tratamento de doenças raras. O Ministério da Saúde fez o pagamento antecipado de R$ 20 milhões, mas os remédios não foram enviados à pasta. A investigação sustenta que o desabastecimento provocou a morte de 14 pacientes e prejudicou centenas de pessoas que dependiam do tratamento. O Ministério Público Federal atribui a “motivos não republicanos, que perpassam a imoralidade e o descumprimento de normas da administração pública”. A Global Gestão em Saúde pertence a Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos, que virou alvo da CPI da Covid-19 no Senado, sob suspeita de irregularidades no contrato para compra da vacina indiana Covaxin.
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*Com informações do repórter Marcelo Mattos
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