Chefe de gangue que sequestrou missionários norte-americanos no Haiti ameaça matar reféns

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Wilson Joseph afirmou que colocaria ‘bala na cabeça’ dos raptados; grupo ‘400 Mawozo’ quer US$ 1 milhão por sequestrado

  • Por Jovem Pan
  • 22/10/2021 10h44
REUTERS/Aaron JosefczykAo todo, 17 pessoas foram sequestradas: 12 adultos e cinco crianças

O chefe da gangue haitiana “400 Mawozo”, Wilson Joseph, usou as redes sociais nesta quinta-feira, 22, para ameaçar matar os 12 missionários e as cinco crianças norte-americanas sequestradas pelo grupo na última semana. Em vídeo, Joseph – que anteriormente pediu US$ 1 milhão (equivalente a R$ 5,5 milhões) de resgate por cada um dos raptados – aparece na frente de caixões abertos que estariam com os corpos de membros da gangue recentemente mortos por forças de segurança e ameaça o primeiro-ministro do país, Ariel Henry, e a Polícia Nacional. “Eu juro que se vocês não derem o que estou pedindo eu vou colocar uma bala nas cabeças desses americanos”, ameaçou o homem. “Vocês me fizeram chorar. Eu choro lágrimas, mas eu vou fazer vocês chorarem sangue”, complementou.

O grupo de cristãos, formado por 16 cidadãos dos Estados Unidos e um canadense, foi sequestrado junto a um motorista de ônibus haitiano no último domingo, 16, quando voltava de um orfanato de Porto Príncipe. Todos são parte de uma ONG sediada em Ohio chamada Christian Aid Ministries. Após a viralização do vídeo de Joseph, o Christian Aid fez uma coletiva de imprensa, pediu orações pelos sequestrados e também pelos sequestradores e leu uma carta escrita pelas famílias dos reféns. “Deus deu aos nossos colegas a oportunidade única de viver a palavra dEle e amar nossos inimigos”, afirmou trecho do documento. Entre as crianças raptadas há um bebê de oito meses e a busca por uma solução para o crime é feita por uma parceria transnacional entre a Polícia Montada do Canadá, o FBI e as forças de segurança haitianas.