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EUA e Taiwan firmam acordo comercial com foco em semicondutores; China protesta

Tratado reduz as tarifas americanas sobre produtos taiwaneses para 15%, em troca de US$ 250 bilhões em novos investimentos na indústria de tecnologia dos EUA

Victor Trovão

Taiwan
2022-02-24T142918Z_1_LYNXMPEI1N13B_RTROPTP_4_TAIWAN-POLITICS (1) REUTERS/Ann Wang/Files

O primeiro-ministro de Taiwan, Cho Jung-tai, elogiou nesta sexta-feira (16) um novo acordo comercial com os Estados Unidos como o “melhor acordo tarifário” já obtido por países com superávit em relação a Washington. Em Pequim, um representante chinês criticou o entendimento.

O acordo reduz as tarifas americanas sobre produtos taiwaneses para 15%, em troca de US$ 250 bilhões em novos investimentos na indústria de tecnologia dos EUA. O arranjo é semelhante aos pactos firmados com União Europeia (UE) e Japão após o presidente Donald Trump anunciar tarifas amplas a parceiros comerciais.

“Por enquanto, obtivemos o melhor acordo tarifário entre os países com superávit comercial com os EUA”, afirmou Jung-tai, acrescentando que o entendimento “mostra que os EUA veem Taiwan como um parceiro estratégico”. Segundo ele, a tarifa de 15% será aplicada sem sobretaxas adicionais e iguala o tratamento dado a Japão, Coreia do Sul e UE. Inicialmente, Trump havia fixado a tarifa em 32%, depois reduzida para 20%.

A China, que reivindica Taiwan como parte de seu território, reagiu. “A China sempre se opõe firmemente a que países que mantêm relações diplomáticas conosco assinem acordos com a região de Taiwan que tenham conotações de soberania”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun.

O Departamento de Comércio dos EUA afirmou que o acordo prevê a criação de parques industriais em solo americano para impulsionar a manufatura doméstica, classificando-o como “histórico” para o setor de semicondutores.

Jung-tai disse ainda que setores como o automotivo e o de móveis de madeira terão tarifa de 15%, enquanto alguns componentes aeroespaciais ficarão isentos. O acordo ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento taiwanês, onde há preocupações sobre impactos na indústria local de chips.

O anúncio ocorre no momento em que a TSMC, maior fabricante mundial de semicondutores, prevê elevar seus investimentos e acelerar a construção de fábricas no Arizona, em meio ao avanço da inteligência artificial (IA).

*Com Estadão Conteúdo

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