Venezuela mobiliza Marinha com drones e pede ação da ONU contra presença dos EUA no Caribe

Nicolás Maduro anuncia patrulhas navais enquanto denuncia ‘escalada de ações hostis’ de Washington; governo Trump alega que mira cartéis de drogas que operam no Caribe

  • Por da Redação
  • 27/08/2025 05h00
  • BlueSky
Pedro Mattey/AFP Pessoas se inscrevem para integrar as milícias civis durante uma campanha nacional de alistamento convocada pelo governo do presidente Nicolás Maduro Pessoas se inscrevem para integrar milícias civis durante campanha nacional de alistamento convocada pelo governo do presidente Nicolás Maduro

A Venezuela anunciou nesta terça-feira (26) que passará a patrulhar suas águas territoriais com navios da Marinha e drones militares. A medida foi apresentada como resposta à mobilização dos Estados Unidos, que enviaram destróieres, um submarino nuclear e milhares de fuzileiros navais ao Caribe sob a justificativa de combater o narcotráfico.

Em vídeo divulgado pelo regime, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, afirmou que o país utilizará “drones com diferentes missões” e que haverá “percursos fluviais com infantaria da Marinha” no noroeste do território. Na véspera, o ditador Nicolás Maduro já havia anunciado o envio de 15 mil soldados à fronteira com a Colômbia para operações antidrogas.

Do lado americano, três destróieres lançadores de mísseis retomaram nesta segunda (25) a navegação rumo à região, após terem interrompido o deslocamento devido ao furacão Erin. Para a próxima semana, Washington prevê o envio de um cruzador, o USS Lake Erie, além do submarino USS Newport News e cerca de 4 mil fuzileiros navais.

O governo Trump afirma que a operação mira cartéis de drogas que utilizam rotas do Caribe para transportar cocaína da América do Sul aos EUA. Entretanto, autoridades americanas têm classificado Maduro como “chefe de cartel narcoterrorista” e oferecem recompensa de US$ 50 milhões (R$ 275 milhões) por informações que levem à sua prisão.

cta_logo_jp
Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!

Caracas levou o tema à ONU, pedindo que o secretário-geral António Guterres atue para “restabelecer o bom senso” e exigir a suspensão imediata da mobilização militar. A chancelaria venezuelana também manifestou preocupação com o uso de armas nucleares na região e solicitou que a América Latina e o Caribe sejam reafirmados como “zona de paz”. Apesar da retórica, analistas consideram improvável uma ofensiva direta contra a Venezuela.

Publicado por Felipe Dantas

*Reportagem produzida com auxílio de IA

  • BlueSky

Comentários

Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.