Negligência e irresponsabilidade foram maiores causas do apagão, diz prefeito de Macapá
A capital do Amapá enfrentou nova noite de protestos nesta quinta-feira, 12. O motivo das manifestações é a contínua falta de energia no município, situação que chegou a atingir 89% do estado ao longo da última semana. Em Macapá, assim como em outros municípios, o retorno da energia foi retomado por sistema de revezamento e a estimativa é que cerca de 90% da cidade esteja sendo atendida com a medida adotada. Agora, a previsão é que 100% da população macapaense tenha acesso à energia elétrica a partir da segunda-feira, 16, com a chegada de novos geradores termoelétricos, explica o prefeito da cidade, Clécio Luís, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan.
O prefeito afirma que, até o momento, não há confirmação sobre a causa do apagão. No entanto, ele explica que há indicação que o problema tenha começado com um incêndio que atingiu uma subestação da Isolux, empresa privada que opera na região desde 2014. De acordo com ele, mesmo sem a confirmação da principal motivação para a falta de energia, o “maior problema foi a negligência e a irresponsabilidade” da empresa. “Deveriam ter três transformados, um em funcionamento, outro fazendo o backup e o terceiro sendo sobressalente. Dois foram atingidos e o terceiro estava em manutenção há 10 meses”, conta. Segundo Clécio Luís, a empresa pública Eletronorte, que perdeu a licitação para a Isolux, está sendo responsável por todo o suporte na região e pela resolução do que ele caracteriza como um “problema gigantesco”. “Eletronorte não tem obrigação de fiscalizar, isso é obrigação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que falhou, não temos a melhor dúvida disso. Estamos conseguindo ver uma luz no fim do túnel, literalmente, a partir dessa intervenção que mobilizou o governo federal e a Eletronorte. Mas o problema é gigantesco.”
[jp-related-posts ids=”1004863,1004598,1004509″]
Clécio Luís cita que a indisponibilidade de peças e itens necessários para a substituição na subestação de energia é a maior dificuldade encontrada, embora afirma que “tudo que pode ser feito, está sendo feito”. “Estamos com as melhores cabeças do setor energético do país hospedados em Macapá. A questão é que é um problema gigantesco de dimensão absurda, transformadores gigantes que não encontra em prateleiras, são fabricados para cada subestação, não tem equipamento para vender, não tem peça de reposição, são únicos. Houve e está acontecendo uma operação de guerra, todos os dias chegam técnicos novos e peças de todo lugar do Brasil”, afirma. O prefeito avalia ainda que a situação coloca em risco possíveis projetos de privatização no setor energético do país. “O que vendem para a população é que a privatização funciona, mas isso não aconteceu na prática e não foi falta de fiscalização de um dia ou um mês, só esse transformador está a 10 meses aberto em uma tal manutenção que não acabaria nunca. Quando foi preciso ele não existia, como não existia a fiscalização. O que aconteceu destrói um fundamento pilar da privação de que o setor privado é mais eficiente, estamos sofrendo a 10 dias esse apagão absurdo. Então isso tem que servir para reflexão”, finaliza.
Assuntos
continue lendo
Notícias
Lula derrota família Bolsonaro pela segunda vez
Com vantagem no 1º turno, Flávio Bolsonaro recebeu 48%
- Quem é Celina Leão, amiga de Michelle Bolsonaro que foi reeleita governadora do DF Jovem Pan · há 7 dias
- Datafolha: Flávio Bolsonaro é rejeitado por 46%; Lula, por 45% Jovem Pan · há 1 semana
- ‘Bondades’ anunciadas por Lula em 2026 somam até R$ 178,1 bilhões ao ano Jovem Pan · há 2 semanas
- Trump diz que Groenlândia tem maior reserva de petróleo do mundo e que ela será explorada Estadão Conteúdo · há 3 semanas