Damares exonera secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

Sandra Terena é mulher do blogueiro Oswaldo Eustáquio, que chegou a ser preso por ordem do STF durante a investigação sobre o financiamento de atos antidemocráticos

  • Por Jovem Pan
  • 21/09/2020 15h39 - Atualizado em 22/09/2020 08h01
Reprodução/Redes SociaisNo centro, Sandra Terena e Oswaldo Eustáquio

Por orientação do Palácio do Planalto, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, decidiu exonerar a secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da pasta, Sandra Terena. Ela é mulher do blogueiro Oswaldo Eustáquio, que chegou a ser preso por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) durante a investigação sobre o financiamento de atos antidemocráticos. Segundo informou a assessoria da pasta, a demissão de Sandra faz parte de uma “reestruturação de cargos no ministério”, sem dar mais detalhes. A exoneração deve ser oficializada no Diário Oficial da União nos próximos dias.

Eustáquio perdeu espaço após se tornar alvo do inquérito no Supremo. Embora apenas sua mulher tivesse cargo no governo, ele sempre se colocou na linha de frente na defesa de políticas da atual gestão e de Bolsonaro. Em depoimento à Polícia Federal, o blogueiro disse que “fez parte do governo executivo federal de transição do atual presidente da República até 31 de janeiro de 2019”. Procurado na época, o Palácio do Planalto não negou nem confirmou a informação.

A Polícia Federal vê indícios do envolvimento de Eustáquio na promoção de manifestações, tanto em mídias sociais, quanto fisicamente, em movimentos de rua, para “impulsionar o extremismo do discurso de polarização e antagonismo, por meios ilegais, a Poderes da República (Supremo Tribunal Federal e Congresso Nacional)’. “Ele se inclui tanto no núcleo produtor de conteúdo, como se relaciona com os operadores de pautas ofensivas ao Estado Democrático de Direito”, sustenta a PF.

O blogueiro foi detido no mesmo inquérito que levou à prisão a extremista Sara Giromini, solta após dez dias de prisão provisória. Ela também trabalhou no ministério de Damares, mas foi exonerada no ano passado. Ambos são investigados por integrar núcleo de suposta organização criminosa que visa a obter ganhos econômicos e políticos com a divulgação e coordenação de atos antidemocráticos no País.

* Com informações do Estadão Conteúdo