Taxa de juros é uma ‘anomalia’ e interfere na dívida pública, diz Alckmin
O vice-presidente da República e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSD), disse que a taxa de juros a 15% é uma “anomalia” e interfere na dívida pública.
“Não tem sentido com o dólar a R$ 5,20, a inflação em queda e você ter 15% de taxa de juros, juros real de 11%, quase não existe no mundo então é uma anomalia e isso tem um efeito na dívida pública brutal”, disse o vice-presidente em entrevista ao programa Visão Crítica, da Jovem Pan News.
“A crítica que o governo faz e eu também faço a questão da política monetária de juros, lamento muito se não gostam, mas não vejo uma justificativa para você ter a segunda maior taxa de juros do mundo, com uma inflação e comida preço cadente”, argumentou. O governo tem criticado de forma insistente o Banco Central por não baixar a Selic, taxa básica de juros.
O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, era o principal alvo. Sob o atual comando de Gabriel Galípolo, indicado por Lula, o BC também não baixou a taxa de juros. Na última reunião, o Copom indicou uma queda na taxa.
Ainda sobre economia, o ministro disse que o agronegócio “terá um excelente ano”. Alckmin também exaltou o recorde de exportações mesmo após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos e disse que o Brasil vai espalhar data centers “por todo o país”.
Alckmin no Visão Crítica
O vice-presidente e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, foi o convidado desta sexta-feira (6) do Visão Crítica, apresentado por Marco Antonio Villa. Na entrevista, Alckmin falou sobre as movimentações da base do governo para as eleições deste ano, as negociações contra o tarifaço da Donald Trump e as perspectivas para a economia com a reforma tributária e o acordo entre Mercosul e União Europeia.
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