Walter Delgatti, o hacker da ‘Vaza Jato’ é transferido de Tremembé

Condenado junto a ex-deputada federal Carla Zambelli por invadir os sistemas do CNJ, hacker passa a cumprir sua pena em Potim, também no interior de São Paulo, no Vale do Paraíba

  • Por Fernando Keller
  • 07/01/2026 15h02 - Atualizado em 07/01/2026 15h04
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Marcos Oliveira/Agência Senado Hacker Walter Delgatti Neto, em pronunciamento na CPMI do 8 de Janeiro Ele também responde em liberdade por hackear autoridades relacionadas a Lava-Jato

O hacker Walter Delgatti Neto deixou o “presídio dos famosos”, em Tremembé, no interior de São Paulo. Ele foi condenado junto da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) por ter invadido os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele estava preso há quase três anos, e se encontrava em fevereiro na Penitenciária II “Dr José Augusto Salgado”. O hacker passa a cumprir sua pena em Potim, também no interior de São Paulo, no Vale do Paraíba.  Ele saiu do presídio em dezembro.

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Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo, todos os presos de regime fechado de Tremembé foram transferidos. Delgatti ainda tem que cumprir oito anos e três meses. Em dezembro, a Procuradoria Geral da República (PGR) se manifestou a favor da progressão de pena do hacker para o regime semiaberto. Paulo Gonet, procurador-geral da República, argumentou que Delgatti já cumpriu 20% do tempo de pena e apresentou bom comportamento.

Ele também responde em liberdade por hackear autoridades relacionadas a Lava-Jato, com pena de 20 anos. O processo se encontra em 2ª Instância e tem recursos pendentes.

Relembre o caso

Walter Delgatti Neto ficou conhecido como o “hacker de Araraquara” por invadir sistemas e acessar mensagens de autoridades públicas. Ele é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) ao lado da deputada Carla Zambelli (PL-SP), sendo acusado de falsidade ideológica e invasão de dispositivo informático.

Recentemente, Delgatti foi ouvido por três agentes da Penitenciária de Araraquara após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, aceitar um pedido da defesa para reconsiderar sua situação carcerária. Em depoimento, o hacker relatou ameaças “veladas e vindas de todos os lados”, justificando a necessidade de sua transferência. Sua defesa também alegou que a SAP teria distorcido suas declarações sobre os riscos que ele enfrenta dentro da penitenciária.

Em depoimento ao Senado, Delgatti também afirmou que o tenente-coronel Mauro Cid poderia confirmar um suposto encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro, onde teria recebido ordens para acessar informações sobre as urnas eletrônicas. Agora, Delgatti permanece na unidade prisional de Tremembé, conhecida por abrigar detentos de grande notoriedade, enquanto sua situação processual segue em andamento no STF.

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