Sem poder sair de Israel, prefeito de Macaé diz que não teve ‘nenhum suporte’ do governo brasileiro
Uma comitiva de políticos e secretários do Rio de Janeiro, incluindo o prefeito de Macaé, Welberth Rezende, encontra-se abrigada em um bunker em Israel devido aos recentes ataques na região. A missão oficial, que contava com a participação de 25 autoridades brasileiras, tinha como objetivo participar de um evento sobre cidades inteligentes. No entanto, o evento foi cancelado em razão do conflito entre Israel e Irã, que resultou no fechamento do espaço aéreo, impossibilitando o retorno imediato dos brasileiros ao país.
O prefeito Welberth Rezende relatou nas redes sociais os momentos de tensão vividos no local, mencionando que mais de 100 mísseis foram disparados do Irã em direção a Israel, mas a maioria foi interceptada. Ele destacou que as explosões são audíveis e que a comitiva está em contato constante com o governo israelense. Rezende, no entanto, reclama que não recebeu “nenhum tipo de suporte” do governo brasileiro. O grupo procura agora medidas alternativas para deixar a zona de conflito.
“A maioria entende que é melhor sair por via terrestre. Temos aqui algumas opções: uma é sair pelo Egito, a outra é sair pela Jordânia e uma outra pelo mar, para o Chipre. E a partir da nossa saída, buscar um aeroporto para voltarmos ao Brasil”, detalhou Rezende, que cobrou apoio do Itamaraty. “Não é porque somos autoridades municipais, todo brasileiro merece apoio do seu governo.” Além de Rezende, o prefeito de Nova Friburgo, Johnny Maycon, também está entre os abrigados, compartilhando a mesma apreensão e expectativa.
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A situação é acompanhada de perto por representantes de outros países, como Panamá, Paraguai e Argentina, que também aguardam uma oportunidade para deixar a região. A expectativa é que, assim que o espaço aéreo for reaberto e as condições de segurança permitirem, as autoridades possam retornar aos seus países de origem. Enquanto isso, a comitiva brasileira permanece em alerta, seguindo as instruções das autoridades locais e internacionais, e buscando manter a calma em meio à incerteza.
*Com informações de Rodrigo Viga
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*Reportagem produzida com auxílio de IA