Tereza Cristina: ‘Não há risco de desabastecimento caso Brasil tenha 2ª onda da Covid-19’
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse nesta sexta-feira, 20, em entrevista exclusiva ao programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, que “não há risco de desabastecimento” caso ocorra uma segunda onda da Covid-19 no Brasil. Apesar das prateleiras não terem ficado vazias quando a pandemia chegou ao País, muitos produtos ficaram em falta devido à corrida aos supermercados para estocar alimentos. “Se as pessoas precisarem fazer um novo lockdown, o que é prerrogativa dos governadores e prefeitos, a população tem consciência que o abastecimento no Brasil continua sendo feito. Não teremos problemas, então as pessoas não farão como na primeira onda, que correram aos supermercados com medo de faltar alimentos”, afirmou a ministra.
Tereza Cristina ressaltou, ainda, que o setor agropecuário teve “muito trabalho esse ano”, porém conseguiu se preparar melhor para a chegada da Covid-19. “Vendo o que estava acontecendo na China, Estados Unidos, Europa… Tivemos um pouco mais de tempo para nos preparar. Mas trabalhamos duro para dar segurança para os trabalhadores dentro da fazenda e para que a safra pudesse ser escoada”, disse a ministra. Neste ano, produtos como a soja e o arroz sofreram alta nos preços, o que fez com que o governo suspendesse a cobrança de impostos de importação dos produtos por alguns meses. Porém, segundo ela, o “governo fez no tempo certo as medidas que precisavam ser feitas”, e agora vai entrar uma nova colheita a partir de janeiro de arroz, soja e milho, o que deve diminuir os preços.
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Acordo União Europeia-Mercosul
Nesta quinta-feira, 19, o presidente Jair Bolsonaro atribuiu os ataques internacionais a sua política ambiental a “um grande jogo econômico”, com o objetivo de atingir o Brasil por ser “uma potência no agronegócio”, pontuando que a França é um grande concorrente do Brasil e, por isso, “dificulta o avanço no acordo entre a União Europeia e o Mercosul“. Para Tereza Cristina, os franceses “nunca foram favoráveis a esse acordo”. “Eles acham que o Brasil tem uma agricultura competitiva e que isso poderia atrapalhar. Na verdade, o Macron [presidente da França] tem algumas preocupações com o meio ambiente, como todos os europeus, e tem colocado isso no seu discurso, mas ele tem sido um pouco hostil ao Brasil”, afirmou. A ministra lembrou, ainda, que o acordo não envolve somente a agricultura, mas também outras áreas do comércio.
Assista ao programa na íntegra:
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