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Thaís Oyama: Ao apoiar Russomanno, Bolsonaro não considera ‘histórico azarado’ do candidato

Presidente declarou apoio ao candidato do Republicanos nas eleições para Prefeitura de São Paulo, que acontecem em novembro

Flávia de Souza Matos

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 5, que apoiará o candidato do Republicanos, Celso Russomanno, na disputa para a Prefeitura de São Paulo. Após anunciar que não entraria nas eleições municipais, Bolsonaro disse que Russomanno é seu amigo de longa data e que “está pronto para ajudá-lo no que for preciso”. O apoio foi tema de debate entre os comentaristas do programa 3 em 1, da Jovem Pan. Para Thaís Oyama, o “presidente não tinha outra escolha na cidade”, mas deveria considerar o “histórico azarado” do candidato. “Bolsonaro e Russomanno tem várias coisas em comum. Ele é do Republicanos, partido do Bispo Edir Macedo, eles [Russomanno e Bolsonaro] já pertenceram também ao mesmo partido quando eram deputados, o PP, de Paulo Maluf e eles pertenciam a mesma categoria dos ‘deputados de baixo clero’, aqueles que não tem grande representatividade no Congresso. Então são contemporâneos e se conhecem desde essa época, nada mais natural que ele apoie o Russomanno, até porque no cenário de São Paulo ele não tem muitas escolhas”, disse.

“O problema para o presidente é o histórico de azarado do Russomanno. Essa é a terceira vez que ele concorre e nas outras duas vezes ele sempre largou na frente, como agora, mas depois chega lá e ele não fica nem no segundo turno. Por causa disso, ele ganhou o apelido de ‘cavalo paraguaio’ e por falar em cavalo, esse é um cavalo de pau do presidente, que disse que não ia apoiar ninguém nessas eleições. Ele apoia não só em São Paulo, mas apoia o Crivella no Rio, então está mergulhado até o pescoço nas eleições municipais ao contrário do que disse que faria”, completou. “A gente não pode esquecer. O presidente pode ter um desempenho pior nas próximas pesquisas, em função principalmente da inflação no preço dos alimentos que deve corroer um pouco a popularidade dele, mas ainda assim ele está no auge da popularidade e ele nunca foi tão aprovado com hoje. Então, ele é um grande cabo eleitoral nas eleições municipais”, completou.

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Confira abaixo o programa do 3 em 1 desta terça-feira, 6, na íntegra: