‘Vou decidir no momento oportuno se serei candidato’, afirma Ricardo Salles
O ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles ainda não definiu qual vai ser o seu futuro após deixar a pasta em junho. “Eu sigo sendo um advogado, embora, por enquanto, esteja naquele período de quarentena. Até o final do ano não posso advogar, mas a partir de janeiro posso. Por outro lado, a minha participação política continua. Ainda que não seja no Ministério, tenho muitos amigos na política, tanto no Estado de São Paulo quanto em Brasília. Eu vou decidir se serei candidato e ao que serei, [nas eleições], no momento oportuno”, avaliou.
Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, ele lembrou que, há 15 anos, foi um dos fundadores do movimento Endireita Brasil, que tem como pauta ser liberal na economia e conservador nos costumes. Salles afirmou que continuará junto das pessoas ligadas a esses movimentos. “O Brasil não pode ser, como a gente sempre defendeu, uma ilha política no mundo em que aqui só tem esquerda. Aqui só vale discussões, posturas e ideias de esquerda. Quem não é de esquerda, seja no espectro econômico ou comportamental, tem as suas posturas e visões de planos desqualificadas. Isso não é democracia.”
Salles recebeu a absolvição no TSE por acusação de poder econômico com satisfação. “É o reconhecimento de algo que não poderia ser diferente. Não ouve crime eleitoral nenhum, foi um equívoco e foi reconhecido por absoluta maioria.” Para ele, esses casos são criados com narrativas fantasiosas e só servem para desgastar a sua imagem e a imagem do governo Bolsonaro. “A minha defesa é uma só: dizer a verdade. E a verdade é que não há nenhum fundamento para essas absurdas acusações que foram trazidas. Onde já se viu dizer que o ministro, presidente do Ibama, da Funai, senadores, deputados estavam juntos para ajudar uma organização criminosa de contrabando de madeira? É ridículo, não tem outra palavra para dizer. É uma acusação que beira o ridículo.”
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