Trump sinaliza com o fim da guerra após petróleo bater U$110

Se o óleo se sustentar neste preço, significará aumento da gasolina nos EUA, que já subiu bem na bomba — US$ 0,43, em média, por galão — desde que a guerra começou

  • Por Alan Ghani
  • 09/03/2026 19h50
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Photo by Jim WATSON / AFP donald trump Presidente dos EUA, Donald Trump, ouve o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu (fora do quadro) durante uma coletiva de imprensa conjunta no Salão de Jantar de Estado da Casa Branca, em Washington

Quando o bem está escasso, o preço sobe. E o petróleo começou a ficar escasso nesta segunda-feira (9). Com o fechamento do Estreito de Ormuz, as petroleiras dos países do Golfo Pérsico começaram a reduzir drasticamente a produção. Afinal, para que produzir se a mercadoria ficará presa em um navio no mar? Para piorar, o Irã tem atacado refinarias na Arábia Saudita e no Catar, o que aumenta ainda mais o choque negativo de oferta.

Com essas ações, o petróleo chegou a bater US$ 110,00. Se o óleo se sustentar neste preço, significará aumento da gasolina nos EUA, que já subiu bem na bomba — US$ 0,43, em média, por galão — desde que a guerra começou.

O consumidor americano é muito sensível à alta dos preços dos combustíveis. Quando a gasolina sobe, a popularidade cai. Nesse caso, não há discurso nacionalista beligerante que sobreviva ao bolso, ainda mais quando se trata de uma guerra do outro lado do planeta, na qual o americano médio não vê nenhum benefício em os EUA se envolverem, principalmente quando Trump quebra sua promessa de campanha de cuidar de questões internas, sem envolvimento em conflitos externos.

Não à toa, Trump, ao final desta segunda-feira (09), modulou o discurso e sinalizou com a possibilidade do fim da guerra, mesmo que o regime não caia. O presidente sabe que, se perder popularidade e os republicanos forem derrotados nas duas casas (Câmara e Senado), quem poderá cair é ele mesmo.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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