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Beatriz Manfredini

Em Brasília, Tarcísio mira Motta e Alcolumbre por anistia

Governador retorna pela quinta vez à capital federal desde agosto e também prevê encontros com lideranças de partidos

Beatriz Manfredini

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), discursa durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo
Ato em defesa de Bolsonaro na Av. Paulista Julia Martins/Raspress/Estadão Conteúdo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, desembarca nesta segunda-feira (15) em Brasília para voltar a articular a aprovação de um projeto de lei de anistia. A previsão é que ele deixe o Palácio dos Bandeirantes por volta das 16h30 e, mais uma vez, deixe a agenda oficial em aberto para se movimentar em torno de encontros com autoridades. Ele vai dormir na capital e tem previsão de retorno para terça-feira (16). A informação já tinha sido antecipada pela coluna na semana passada. Assim como da primeira vez, Tarcísio embarca sozinho, sem assessores.

Dessa vez, Tarcísio segue com dois focos principais: um encontro com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e, quem sabe, um com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre – além de retomar a conversa com lideranças partidárias. A expectativa é que seja mais fácil convencer Motta a pautar o texto já que, no início do mês, o chefe do Executivo paulista já fez ligações e esteve presencialmente como o presidente da Casa. Além disso, no caso da Câmara, o governador conta com a pressão dos próprios parlamentares: a conta feita por aliados é de que existem cerca de 300 votos pela aprovação do PL neste momento.

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A resistência maior, portanto, estaria com Alcolumbre, que já deu declarações mais firmes de que não deve pautar o texto. O presidente do Senado chegou a dizer que iria apresentar um projeto alternativo que atualiza a Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito, mas não prevê perdão aos condenados. Já Tarcísio defende um texto amplo, que inclua, também, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Pessoas próximas a Tarcísio, no entanto, já avaliam que a ideia de Alcolumbre é mais “provável”. Isso porque está alinhada com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e não correria riscos de enfrentar uma judicialização.

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