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Beatriz Manfredini

Mello Araújo defende Bolsonaro, mas diz que se sente ‘à vontade’ para eventual comando da Prefeitura de São Paulo

Atual vice-prefeito da capital paulista pode ser opção à sucessão de Ricardo Nunes caso a movimentação política gerada pela inelegibilidade do ex-presidente leve o prefeito à corrida estadual em 2026

Beatriz Manfredini

Vice prefeito Coronel Mello Araújo, ex-chefe da Rota é coronel da Polícia Militar e também foi presidente da Ceagesp, no autódromo de Interlagos
FIA WORLD ENDURANCE CHAMPIONSHIP - ROLEX 6 HORAS DE SAO PAULO Anderson Romão/Agif/Estadão Conteúdo

O vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo (PL), voltou a defender a candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente inelegível, à Presidência da República em 2026. Apesar disso, ele destaca que, em um cenário sem Bolsonaro, com Tarcísio tentando o Planalto e o prefeito da capital, Ricardo Nunes, o Bandeirantes, se sentiria “à vontade” para se tornar o chefe do Executivo da capital.

“Se por ventura isso acontecer, me sinto preparado, bem à vontade. Já estamos há 7 meses. Gestão eu entendo, lidar com pessoas a vida inteira lidei com pessoas, principalmente em situação de crise. Policial faz isso. Sentar numa mesa, buscar uma boa política, conversar, isso eu vou ter muita facilidade, dificuldade nenhuma”, disse, em entrevista à coluna.

Mello Araújo também respondeu às críticas feitas por alguns aliados, que consideram que ele ainda não tem experiência ou ligações políticas suficientes para o cargo. “Se falta de traquejo e postura significa não sentar para conversas nada republicanas e ser honesto, não aceitar corrupção, então realmente não tenho traquejo”, completou. “Eu conversaria com qualquer partido, desde que queiram trabalhar”.

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Sobre a possibilidade de concorrer ao Senado em 2026 no lugar de Eduardo Bolsonaro (PL) — que deve permanecer nos Estados Unidos, segundo aliados —, Mello afirma que não foi sondado sobre o assunto, mas não descarta a possibilidade. “Eu fui eleito agora para ser vice do Ricardo Nunes. É uma coisa que não passa na minha cabeça [o Senado]. Quem me colocou nisso foi o presidente Bolsonaro, quem me indicou. Então, lógico, se o presidente fizer esse pedido para mim, estou à disposição”, afirmou.

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