PL quer resolver vaga ao Senado em SP ate o fim de abril

Mario Frias, André do Prado e Mello Araújo estão entre os cotados

  • Por Beatriz Manfredini
  • 31/03/2026 08h13
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Carlos Moura / Agência Senado Plenário do Senado Federal, durante discussão do PL 4.809/2024, que altera leis para endurecer a resposta penal aos crimes cometidos com violência Internamente, há divergência sobre quem deve conduzir a escolha.

O PL trabalha com o prazo de mais 30 dias – até o fim de abril – para definir o candidato ao Senado por São Paulo. A sigla ainda não fechou o nome, mas interlocutores afirmaram à coluna que as opções têm afunilado nos últimos dias.

Hoje, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro tem preferência pelo deputado federal Mário Frias. A avaliação dentro do grupo é que o nome mantém alinhamento com a base bolsonarista.

Há, no entanto, uma leitura diferente por parte do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O entendimento é que a vaga precisa ser ocupada por um nome mais ao centro – cenário em que aparece o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado. A coluna antecipou que o nome passou a ser considerado após a definição da vaga de vice na chapa.

A avaliação de Tarcísio é que um perfil de centro teria mais capacidade de enfrentar nomes da esquerda, como a já pré-candidata Simone Tebet (PSB) e uma eventual candidatura de Marina Silva (Rede). Nesse desenho, o ex-secretário e deputado federal Guilherme Derrite (PP), que também deve disputar o Senado, já seria o nome da direita ligado ao campo bolsonarista.

Internamente, há divergência sobre quem deve conduzir a escolha. Parte do partido avalia que Tarcísio deveria ter prioridade, por encabeçar a chapa no Estado. O acordo, no entanto, prevê que a decisão passe principalmente por Eduardo Bolsonaro e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Até aqui, Bolsonaro vinha defendendo o nome do vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo. Um encontro entre os dois estava previsto para o dia 18, mas foi cancelado após a prisão domiciliar. Auxiliares do PL afirmam que, apesar de já ter sido bastante citado, o nome “não colou” ou “não pegou” para o público, o que pode fazer com que apareça atrás na disputa interna.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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