Tarcísio não é imbatível e PSD pode ser sondado, avalia PT pós-pesquisa
Coordenador da campanha de Fernando Haddad, Kiko Celeguim vê acirramento da disputa
O PT de São Paulo comemorou o resultado da pesquisa Atlas divulgada nesta segunda-feira (30) – o primeiro desde que Fernando Haddad se colocou oficialmente como pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes. A avaliação que corre nos bastidores é que a escolha do nome de Haddad “foi certeira”.
Segundo o coordenador da pré-campanha e presidente estadual do PT em São Paulo, Kiko Celeguim, o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos) “está longe de ser imbatível”. “Temos uma chapa liderada por Haddad altamente competitiva. Temos perspectiva de ganhar, acho que o governador [Tarcísio] terá dificuldades pra montar o palanque dele com essa “exclusão” do Kassab, né?”, disse, à coluna, em referência a mudança de partido do vice de Tarcísio, Felício Ramuth (MDB), que deixou o PSD no sábado (28).
Sobre isso, inclusive, Kiko abriu a possibilidade de conversas com o PSD no Estado. “Porque não? Queremos ganhar”, avaliou.
O entendimento de que Tarcísio não é imbatível, apesar dos bons índices de aprovação no Estado, também é compartilhado por outras autoridades do partido. “Isso mostra que a escolha do Haddad foi certeira”, compartilhou o deputado estadual Paulo Fiorilo.
O também deputado estadual e líder do PT na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), Antônio Donato, avaliou que, “mesmo sem entrar em campo ainda, o Haddad tem condições de disputar pra ganhar essa eleição. O mito que Tarcísio é imbatível, vai se desfazendo”.
Como mostrou a coluna, o programa de governo de Haddad deve ser baseado no que foi desenhado em 2022, mas focar em pontos sensíveis para Tarcísio como segurança pública, privatizações e pedágio. Apesar de o ex-ministro da Fazenda estar focado agora em conversar com aliados e construir a chapa, o PT já tem expectativa de que, em breve, possam focar no interior do Estado, tido como maior gargalo do partido em São Paulo.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.
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