União entre Caiado e Zema anima aliados, mas esbarra em vice

Segundo aliados, um fator facilitador seria a aliança dos partidos em Minas Gerais

  • Por Beatriz Manfredini
  • 27/05/2026 09h22
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Reprodução / Redes sociais Zema e Caiado

O entorno dos presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (MG) ficou entusiasmado com o encontro entre os dois, na última terça-feira (26). Internamente, há até quem diga que a possibilidade agradou o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que já vinha comemorando internamente a crise envolvendo Flávio Bolsonaro (PL), também candidato ao Planalto. Para ambos os partidos dos presidenciáveis, a leitura é que agora há mais viabilidade de construção de um projeto fora da polarização.

O problema estaria na definição de vice. Zema sempre disse que não toparia desistir da candidatura própria, inclusive quando foi ventilado a possível número 2 de Flávio Bolsonaro. Apesar disso, a leitura é que o NOVO é um partido pequeno e com menos recursos, enquanto o PSD tem a máquina na mão, com grande número de prefeituras e bancada no Congresso e estados. Um interlocutor de Kassab destacou que o presidente da sigla é pragmático, e que fará o que fizer mais sentido eleitoral – inclusive, trabalhar para o que achar mais correto.

Segundo aliados, um fator facilitador seria a aliança dos partidos em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. Por lá, o ex-governador Romeu Zema apoia seu sucessor, Mateus Simões, como futuro chefe do Executivo. Simões é do PSD.

Com um candidato do seu próprio partido, Caiado tem marcado presença em agendas no interior de Minas. Internamente, aliás, o ex-governador de Goiás foca nos interiores como estratégia – São Paulo, Bahia e Ceará também estão na mira, locais em que a pre-campanha dele entende que Lula perdeu tração.

Os dois também tem intensificado encontros com empresários. Em São Paulo, a Faria Lima tem torcido o nariz para Flavio e, nos últimos encontros, pediram, inclusive, sigilo. Muitos também desmarcaram. Entre o setor, muito tem se falado em alternativas de voto, como mostrou a coluna.

Tanto para as pré-campanhas de Zema como de Caiado, o objetivo é definir e anunciar um vice apenas perto das convenções, entre fim de julho e meio de agosto.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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