Mauro Mendes renuncia ao governo de Mato Grosso para disputar o Senado

A decisão, segundo Mendes, foi tomada após consultas à família, a aliados e a lideranças políticas do estado

  • Por Bruno Pinheiro
  • 26/03/2026 12h42
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Mayke Toscano/Secom-MT Governador Mauro Mendes participa da inauguração das novas instalações do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos Governador Mauro Mendes participa da inauguração das novas instalações do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos

O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), anunciou nesta quinta-feira (26) que deixará o cargo em 31 de março para viabilizar sua pré-candidatura ao Senado nas eleições de outubro. O vice-governador Otaviano Pivetta assume o Executivo estadual na mesma data, em cerimônia de posse marcada para as 16h.

A decisão, segundo Mendes, foi tomada após consultas à família, a aliados e a lideranças políticas do estado. A primeira-dama Virginia Mendes foi citada pelo governador como peça central na definição do caminho.

Mendes governa Mato Grosso há sete anos e três meses e deixa o cargo afirmando ter encontrado um estado em colapso fiscal e entregado uma gestão equilibrada. “Pegamos um estado quebrado, com salários atrasados, obras paradas e sem credibilidade”, disse em pronunciamento. A avaliação é contestada por parte da oposição, que questiona os critérios das comparações utilizadas pelo governador.

Entre os números citados por Mendes estão a pavimentação de mais de 7 mil quilômetros de rodovias, a melhora no ranking nacional de educação — do 22º para o 8º lugar, segundo o governo — e a entrega de dois dos seis hospitais previstos na gestão. O estado também registrou queda nos índices de desemprego e de desigualdade de renda, de acordo com dados do Executivo estadual.

Pivetta, que esteve ao lado de Mendes desde o início da gestão, foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três anos antes de assumir a vice-governadoria. Mendes o descreveu como preparado para dar continuidade ao trabalho.
No Senado, o ex-governador pretende atuar na área de segurança pública e na revisão de leis federais que, segundo ele, “emperram o estado e o país”. “Acredito que chegou a hora de fazer mais do que criticar e cobrar”, afirmou.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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