União repassa R$ 4,9 bi ao TSE, e partidos já fazem as contas do fundo eleitoral
A União transferiu, na segunda-feira (1º), ao TSE os R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha para as eleições de 2026, cumprindo o prazo legal de 1º de junho.
Nos bastidores da corte eleitoral, as direções partidárias já calculam sua fatia: a divisão segue bancada no Congresso e desempenho nas urnas.
O fundo nunca escapou da polêmica. Criado em 2017 após a proibição das doações empresariais, aquelas que alimentaram os grandes escândalos da última década, saiu de R$ 2 bilhões e chegou aos atuais R$ 4,9 bi, renovando a cada ciclo o debate sobre o uso do dinheiro público em campanhas.
Mas o capítulo mais simbólico desta edição é outro: o Partido Novo, que ergueu sua identidade política justamente na recusa ao fundo e chegou a eleger deputados e governador sem tocar em recursos públicos de campanha, anunciou que vai usar o FEFC em 2026.
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Bruno Pinheiro
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