Anistia ampla abriria nova disputa entre Congresso e STF; texto precisa ser acordado com Moraes, avaliam líderes de centro
Líderes de centro, aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do senado, Davi Alcolumbre, afirmam que ambos não pautariam um projeto amplo de anistia, sob pena de inviabilizar a relação do Congresso com o Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação é de que, se a proposta avançar, será um texto em acordo com ministros da Corte, incluindo o relator do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, Alexandre de Moraes.
A pressão para o avanço do projeto que pode anistiar presos e condenados por tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023 aumentou com o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF, além de sete outros réus. Nesta terça-feira, Hugo Motta se reuniu com o líder do PL, Sóstenes Cavalcante, e do PT, Lindbergh Farias, para debater alternativas a anistia, além de tentar pacificar o clima político na Casa.
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O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, tem afirmado que um texto alternativo do projeto de lei da anistia não será mais aceito. Sóstenes corroborou a fala do deputado federal Eduardo Bolsonaro, em mensagens para o ex-presidente Jair Bolsonaro, argumentando que uma “anistia light” poderia prejudicar a tentativa de “amparo” do presidente americano Donald Trump ao pai.
Antes do tarifaço, a oposição tentava negociar um texto alternativo que punisse apenas aqueles que depredaram patrimônios no 8 de janeiro, além de livrar os participantes dos atos da pena de atentado ao Estado Democrático de Direito.
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