Janeiro de 2026: janela de transferências bate recorde histórico de movimentações

Foram registradas quase 6.000 transferências internacionais, novo recorde histórico e um aumento de 3% em relação ao recorde anterior, que já era de janeiro de 2025

  • Por Wanderley Nogueira
  • 07/02/2026 11h25
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Foto: MAURO SILVA/MYPHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Lucas Paquetá De volta ao Flamengo, Paquetá é a transferência mais cara da história do futebol brasileiro

A FIFA acaba de divulgar os números da janela de transferências de janeiro de 2026 e o relatório mostra um mercado aquecido — pelo menos em quantidade de negócios.

No futebol masculino, foram registradas quase 6.000 transferências internacionais, novo recorde histórico e um aumento de 3% em relação ao recorde anterior, que já era de janeiro de 2025.

O valor total gasto em taxas de transferência chegou a mais de US$ 1,9 bilhão. Parece muito (e é), mas representa uma queda de cerca de 18% em relação ao mesmo período de 2025.

Ainda assim, o montante segue 20% acima do recorde de janeiro de 2023.

Resumo da conta: mais jogadores mudaram de clube, mas com cheques médios bem menores. Quem mais gastou?

Os clubes ingleses dispararam na frente, investindo mais de US$ 360 milhões em taxas de transferência. Na sequência aparecem Itália, Brasil, Alemanha e França.

Quem mais recebeu?

A França liderou o ranking de receitas (vendas de jogadores), com mais de US$ 515 milhões, seguida por Itália, Brasil, Inglaterra e Espanha.

E o Brasil?

O país teve participação muito forte nos dois sentidos: Foi o que mais contratou jogadores do exterior no mundo: 456 chegadas internacionais (à frente de Espanha, Argentina, Inglaterra e Portugal).

Também apareceu entre os maiores exportadores, ficando em 3º lugar no ranking de vendas para o exterior (atrás apenas de Argentina e Inglaterra).

Resumindo a janela de janeiro/2026:

Atividade recorde no número de transferências, valores totais menores que no ano passado, mas ainda muito altos historicamente. Os ingleses seguem como os maiores gastadores do planeta, enquanto o Brasil mostrou força nas contratações — mesmo enfrentando as conhecidas dificuldades financeiras do futebol brasileiro.

O mercado continua girando.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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