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Política

Alckmin diz que reaproximação política entre Lula e Trump foi feita com ‘brilho’ e ‘louvor’

Presidentes se encontraram na Malásia neste domingo (26), esfriando a tensão que havia entre os dois países; prioridade, segundo o vice-presidente brasileiro, é retirar os 40% de sobretaxa 'o mais rápido possível'

Rany Veloso

Geraldo Alckmin durante Ato Político, Cultural e Inter-religioso em memória dos 50 anos do assassinato de Vladimir Herzog na Catedral da Sé
54879798861_35cb19973c_k Cadu Gomes/VPR

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, avaliou o encontro na Malásia entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva como um avanço, principalmente pela reaproximação política dos dois presidentes, segundo ele feito com “brilho” e “louvor”, fato que na sua opinião abriu caminho para negociações técnicas do tarifaço imposto aos produtos brasileiros.

“Primeiro destacar a importantíssima aproximação política do presidente Lula e do presidente Trump, que abriram as portas do entendimento. Agora é avançar nas questões técnicas, né? Questões tributárias, não tributárias, oportunidades de investimento no Brasil e nos Estados Unidos, complementariedade econômica. Mas o mais importante foi feito, que foi o passo político e feito com brilho. Então acho que foi um passo para gente poder agora avançar no lado técnico e estabelecer a pauta de trabalho”, afirmou.

De acordo com o presidente Lula, que segue na Malásia, há uma possibilidade de reunião na próxima semana em Washington, mas Alckmin afirmou que ainda não há data definida. O vice-presidente, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, ressaltou que a prioridade agora é retirar os 40% de sobretaxa aos produtos brasileiros o mais rápido possível. Ele classificou a taxação além dos 10% como “totalmente inadequada” e relembrou que a média da taxa do Brasil aos produtos dos EUA é de 2,7%.

“O prioritário é tirar os 40%. Esse aqui é o prioritário. Você tem setores do agro, tem setores da indústria, você tem os mais variados”, defendeu. Para o presidente em exercício, as empresas americanas, assim como as brasileiras, têm grande interesse em ampliar suas relações comerciais. Ele considerou que o governo americano, por enquanto, não fez pedidos específicos, mas a colaboração do setor privado é crucial para o progresso das negociações.

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Geraldo Alckmin também defendeu a aprovação de medidas pelo Congresso Nacional, como o Redata, que atrai investimentos para data centers, colocado como importante levando em consideração o potencial do Brasil em energia renovável.

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