JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Pânico | 12h00 - 14h00
Política

Caiado diz que pautas como a anistia e misoginia são ‘medíocres’

Em entrevista ao Morning Show, da Jovem Pan, governador de Goiás categorizou discussão sobre temas como 'debate estéril'

Marcelo Bamonte

Caiado
Caiado nega ter usado Palácio para fazer campanha de aliado e vai recorrer contra condenação WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Durante participação no programa Morning Show, da Jovem Pan, nesta terça-feira (30), o pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que a política brasileira deveria estar debatendo temas de maior relevância, como segurança pública, saúde e educação. Segundo ele, pautas como anistia, dosimetria e a chamada PL da Misoginia são “medíocres”.

Para o governador de Goiás, esses temas fazem parte de um “debate estéril”, e o país precisa concentrar as discussões em assuntos de interesse nacional.

A declaração foi feita ao comentar a chamada PL da Misoginia, projeto que pretende ampliar a proteção de mulheres contra atos de violência política de gênero e manifestações consideradas misóginas, especialmente em ambientes institucionais e digitais. A proposta busca estabelecer mecanismos para responsabilizar pessoas por condutas que desqualifiquem, intimidem ou constranjam mulheres em razão do sexo durante o exercício da atividade política.

Para Caiado, a questão da proteção às mulheres não pode ser tratada apenas como um tema de segurança pública. “Este assunto tem que ser encarado com todos os poderes dividindo a responsabilidade”, afirmou, acrescentando que não se deve jogar toda a responsabilidade “nas costas da segurança”.

Apesar das críticas ao projeto, Caiado disse defender a dignidade das mulheres e afirmou que homens devem manter o decoro, assim como as mulheres, mas ressaltou que críticas podem ser dirigidas a qualquer pessoa.

Outro tema citado como ‘medíocre’, para Caiado, é a revisão da dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, uma das principais bandeiras da direita no Congresso Nacional. Defensores dessas propostas argumentam que houve desproporcionalidade em algumas condenações e defendem a reavaliação das penas ou a concessão de anistia em determinados casos. Sobre o tema, Caiado discordou da urgência da discussão, mas defendeu a união da direita, mesmo sem haver, por enquanto, o que chamou de um “candidato universal”.

“O Lula conseguiu que ele fosse candidato único (…) a centro-direita não tem nenhum nome que seja de conhecimento da população, não se tem um nome universal. Você teria o Bolsonaro se ele pudesse competir, aí sim (…) não sendo ele, não podemos deixar que o Lula escolha seu candidato para o segundo turno”, afirmou.