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Política

Carlos Bolsonaro critica falta de mobilização da direita por anistia a Jair Bolsonaro

 Em publicação no X (antigo Twitter), Carlos afirmou que seu pai é 'preso ilegalmente' e acusou partidos aliados de omissão diante da situação

Sarah Américo

Carlos, Flávio e Eduardo Bolsonaro durante manifestação pela anistia em 7 de Setembro de 2024
carlos-flavio-eduardo Reprodução/Facebook/Flávio Bolsonaro

O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) criticou nesta segunda-feira (6) a falta de mobilização de lideranças de direita em defesa de uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe de Estado. Em publicação no X (antigo Twitter), Carlos afirmou que seu pai é “preso ilegalmente” e acusou partidos aliados de omissão diante da situação.

“Jair Messias Bolsonaro, o principal líder político do país, segue preso ilegalmente, torturado diariamente, enquanto nenhum integrante da chamada ‘união da direita’ se manifesta com uma única palavra ou ação jurídica e política diante da destruição completa da democracia brasileira”, escreveu.

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A expressão “união da direita” foi usada pelo vereador em referência a declarações recentes do senador Ciro Nogueira (PP-PI), que defendeu uma aliança entre partidos conservadores para evitar nova derrota eleitoral em 2026. “Já está passando de todos os limites a falta de bom senso na direita — centro-direita, direita e extremo. Ou nos unificamos ou vamos jogar fora uma eleição ganha outra vez”, afirmou Nogueira na semana passada.

Carlos e o irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), vêm expressando insatisfação com o recuo da oposição em relação à pressão pela anistia dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, medida que também beneficiaria o ex-presidente. Na última quinta-feira (2), o vereador já havia cobrado “firmeza e coerência” da direita, criticando promessas de indulto futuro feitas por possíveis candidatos à Presidência.


“Chega desse papo de ‘eu darei indulto se for eleito’ para enganar inocentes”, declarou. As críticas de Carlos miram nomes como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO) — governadores que já declararam que perdoariam Bolsonaro caso fossem eleitos presidentes em 2026.

Enquanto isso, o projeto de anistia aos participantes dos atos de 8 de janeiro segue em debate na Câmara dos Deputados. O relator, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), já adiantou que descartará uma “anistia ampla, geral e irrestrita”, limitando seu parecer à redução das penas impostas aos condenados.

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*Com informações do Estadão Conteúdo