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Casa de R$ 6 mi e carro de 2014: veja bens declarados por Flávio Bolsonaro ao TSE

Registro ocorre após polêmica envolvendo filiação indevida ao Missão

Marcelo Bamonte

Senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro
O PL oficializou a candidatura de Flávio à Presidência em convenção realizada em 25 de julho, em São Paulo. SERGIO LIMA / AFP

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 8.186.555,83. A relação apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inclui uma casa no Lago Sul, em Brasília, aplicações financeiras, participações societárias, dinheiro depositado em contas bancárias e um veículo.

O imóvel é, de longe, o bem de maior valor informado pelo candidato. A casa no Lago Sul foi declarada por R$ 6.226.043,80, o equivalente a cerca de 76% de todo o patrimônio apresentado à Justiça Eleitoral.

Flávio também informou possuir R$ 1.090.520,47 em um fundo de investimento multimercado. Outros R$ 568.730,23 aparecem como depósitos em contas correntes de diferentes bancos, enquanto R$ 103.746,23 estão depositados em uma caderneta de poupança no Itaú.

Na relação consta ainda um veículo de 2014, avaliado em R$ 133 mil, além de R$ 8.266,10 aplicados em CDB no Banco do Brasil. As três participações societárias declaradas somam R$ 56.249, incluindo R$ 10 mil referentes a uma sociedade individual de advocacia.

O PL oficializou a candidatura de Flávio à Presidência em convenção realizada em 25 de julho, em São Paulo.

Polêmica com o Missão

O registro da candidatura ocorreu após uma alteração irregular na filiação partidária de Flávio Bolsonaro. Entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã de quinta (13), o senador, filiado ao PL desde novembro de 2021, apareceu no sistema do TSE como integrante do Missão, partido do também candidato à Presidência Renan Santos. A mudança provocou automaticamente sua desfiliação do PL e impediu o processamento do pedido de registro da candidatura.

A campanha de Flávio acionou o TSE e afirmou que a filiação havia sido fraudada. O próprio Missão também disse não ter autorizado o vínculo. No cadastro, constava como endereço de Flávio “Rua dos Bandidos, nº 666, Bairro Miliciano”. Segundo relatório do partido, o processo de filiação havia começado em 2 de agosto e incluía uma cobrança de R$ 4.789,58, que teve duas tentativas de pagamento via Pix recusadas.

Na quinta-feira (13), o ministro Nunes Marques determinou a exclusão da filiação ao Missão e o restabelecimento do vínculo de Flávio com o PL, retroativo a 30 de novembro de 2021. O ministro considerou que não havia manifestação de vontade do senador para trocar de partido e levou em conta a proximidade do prazo final para o registro das candidaturas, que termina neste sábado (15).

Nunes Marques também determinou a preservação dos registros de acesso ao sistema e encaminhou o caso à Polícia Federal para investigação. O TSE afirmou que não houve ataque hacker ao sistema. Com a decisão, o Candex foi liberado para que o PL pudesse prosseguir com o registro da candidatura de Flávio.

Veja todos os bens:

  • Casa no Lago Sul, em Brasília: R$ 6.226.043,80
  • Fundo de investimento em cotas multimercado: R$ 1.090.520,47
  • Depósitos em contas correntes de diferentes bancos: R$ 568.730,23
  • Veículo de 2014: R$ 133.000,00
  • Caderneta de poupança no Itaú: R$ 103.746,23
  • Quota ou quinhão de capital: R$ 46.000,00
  • Sociedade individual de advocacia: R$ 10.000,00
  • CDB no Banco do Brasil: R$ 8.266,10
  • Quota ou quinhão de capital: R$ 249,00
  • Total declarado: R$ 8.186.555,83.