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Política

Como funciona o veto presidencial a projetos aprovados pelo Congresso

Presidente pode vetar texto total ou parcialmente por inconstitucionalidade ou interesse público, mas Congresso pode reverter a decisão

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As cúpulas abrigam os plenários da Câmara dos Deputados (côncava) e do Senado Federal (convexa), enquanto que nas duas torres - as mais altas de Brasília - funcionam as áreas administrativas e técnicas que dão suporte ao trabalho legislativo diário das duas instituições.
Congresso Nacional, em Brasília Roque de Sá/Agência Senado

Quando Câmara e Senado aprovam um projeto, o texto ainda pode passar pela análise do presidente da República antes de virar lei.

O chefe do Executivo pode sancionar a proposta ou vetá-la, total ou parcialmente. A Constituição prevê veto quando o presidente considera o projeto inconstitucional ou contrário ao interesse público.

O veto precisa ser justificado e comunicado ao Congresso. Em caso de veto parcial, a rejeição deve atingir texto integral de artigo, parágrafo, inciso ou alínea, e não palavras isoladas.

A decisão presidencial não encerra o processo. Deputados e senadores podem analisar o veto em sessão do Congresso e derrubá-lo se houver votos suficientes.

O mecanismo será usado pelo vencedor da disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na relação com a nova Câmara e o novo Senado a partir de 2027.

Na prática, o veto é uma ferramenta de negociação entre Executivo e Legislativo, mas não dá ao presidente a última palavra absoluta sobre o projeto.

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