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Política

Convenções partidárias para as eleições de 2026 começam a partir desta segunda-feira

Partidos e federações têm até 5 de agosto para oficializar candidatos e coligações; propaganda eleitoral terá início em 16 de agosto

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Foto prismada de Lula e Flávio Bolsonaro
Presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidatos à Presidência da República BRUNO PERES / AGÊNCIA BRASIL E TON MOLINA / ESTADÃO CONTEÚDO

A partir desta segunda-feira (20), partidos políticos e federações iniciam o período de convenções para a escolha dos candidatos que disputarão as eleições de 2026. De acordo com o calendário eleitoral, as legendas têm até o dia 5 de agosto para realizar as reuniões e definir também as coligações majoritárias.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, o cientista político Marcio Coimbra explicou que esta etapa é essencial para o entendimento da organização das chapas. Segundo ele, é o momento em que as alianças se tornam públicas. “As coligações para as eleições majoritárias devem aparecer nesse momento, então nós veremos quais serão os partidos que irão caminhar juntos e quem serão os seus candidatos”, afirmou.

Embora a legislação permita o formato virtual, a maioria dos partidos utiliza os encontros presenciais como atos de mobilização para atrair a atenção do eleitor e tentar influenciar o desempenho em levantamentos de opinião.

Marcio Coimbra relata que, no modelo político brasileiro, as convenções funcionam mais como uma homologação de decisões tomadas pelas cúpulas partidárias do que como um espaço de competição interna. “No Brasil, as convenções já chegam com os nomes decididos e ali não há nenhuma disputa dentro do processo. A convenção se caracteriza mais por ser uma festa onde os candidatos falam e existe uma postura de liderança a ser transmitida”, avaliou o especialista.

Ele acrescentou que o investimento no evento pode refletir na imagem do candidato. “Quanto maior a estrutura que o partido usar e quanto mais robusta ela parecer, isso pode ajudar o candidato a impulsionar um pouquinho nas pesquisas”.

Veja as datas das convenções dos pré-candidatos:

  • 25 de julho: Flávio Bolsonaro (PL), em São Paulo;
  • 26 de julho: Ronaldo Caiado (PSD), em São Paulo;
  • 27 de julho: Romeu Zema (Novo), em Brasília;
  • 1º de agosto: Renan Santos (Missão), em São Paulo;
  • 2 de agosto: Lula (PT), em São Paulo.

Regras e prazos legais

A oficialização dos nomes nas convenções não autoriza o início imediato da propaganda eleitoral. Entre o fim das convenções (5 de agosto) e o início oficial da campanha (16 de agosto), existe um intervalo jurídico necessário para o registro das candidaturas.

O cientista político classifica esse intervalo como um “período nebuloso”, pois o escolhido ainda não possui todos os registros legais para atuar como candidato de direito. “Até o dia 16 de agosto, teremos os candidatos de fato, mas não candidatos propriamente legalmente candidatos. Isso porque existe um prazo para o estabelecimento do CNPJ do candidato e das contas bancárias. Ele não pode pedir votos ou levantar dinheiro até essa data”, explicou.

Assista a reportagem abaixo: