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Política

Cury diz que presos são tratados como ‘lixos humanos’ e defende ressocialização

Candidato também rejeitou eventual atuação de forças dos Estados Unidos contra facções criminosas em território brasileiro

Marcelo Bamonte

Cury diz que presos são tratados como ‘lixos humanos’ e defende ressocialização
Cury afirmou que os detentos devem responder pelos delitos praticados, mas defendeu que sejam tratados de maneira digna e preparados para retornar à sociedade Jovem Pan

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou que os presos são tratados como “lixos humanos” no Brasil e responsabilizou o poder público pela falta de políticas adequadas de ressocialização. A declaração foi dada nesta segunda-feira (7), durante sabatina da Jovem Pan.

Os presídios consideraram prisioneiros como se fossem lixos humanos”, disse Cury. Segundo o candidato, a desorganização do Estado contribui para que as penitenciárias se tornem ambientes favoráveis ao surgimento e ao fortalecimento de facções criminosas.

“A irresponsabilidade do governo de não criar uma ressocialização adequada, onde os prisioneiros trabalhem, onde eles têm o mínimo de profissão, onde eles têm espiritualidade, onde eles têm consciência crítica dos seus próprios erros, cria um meio de cultura para que as facções surjam”, declarou.

Cury afirmou que os detentos devem responder pelos delitos praticados, mas defendeu que sejam tratados de maneira digna e preparados para retornar à sociedade. “Apesar de ter cometido crimes e precisam pagar pelos seus crimes, ainda são seres humanos que devem ser ressocializados”, disse.

Ao tratar da reincidência criminal, o candidato argumentou que a ausência de ressocialização também aumenta os custos suportados pela sociedade. “Eles saem, não foram trabalhados, não foram ressocializados, o contribuinte paga duas vezes. Então, não é inteligente”, afirmou.

“Nós temos que criar um ecossistema para criar um ambiente para que os presídios não se tornem escola do crime, mas escola da ressocialização”, acrescentou Cury.

O candidato também abordou a possibilidade de as facções brasileiras serem classificadas como organizações terroristas. Para Cury, a adoção desse enquadramento não pode abrir precedente para uma intervenção dos Estados Unidos no território brasileiro.

“Se considerados como entidades terroristas, jamais deveria abrir precedente para que haja invasão dos Estados Unidos no território brasileiro. Nem do FBI, nem do DER, nós teremos que ter no máximo convênios. O território brasileiro tem que ser inviolável”, afirmou.

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