Defesa de Marina Silva aciona Ministério Público Eleitoral após tentativa de agressão
A defesa de Marina Silva (Rede) protocolou nesta terça-feira (18) uma ação ao Ministério Público Eleitoral relatando a tentativa de agressão sofrida pela candidata ao Senado durante uma caminhada no centro de São Paulo. O pedido é para a abertura de um inquérito policial detalhando violência política de gênero, risco à integridade física, constrangimento e agressão.
Segundo a defesa, a ação tinha como finalidade dificultar a campanha eleitoral e o livre exercício da candidatura.
A agressão
A tentativa de agressão aconteceu durante a caminhada de mulheres na segunda-feira (17), que foi realizada na Praça da República, quando Marina Silva se afastou do grupo principal para evitar o “empurra-empurra”. Nesse momento, a candidata foi abordada por um homem desconhecido que a agarrou no ombro com hostilidade e gritava: “Quer voltar para a cena do crime?”.
O suspeito foi afastado por assessores.
No pedido ao Ministério Público Eleitoral, a defesa pede que, após identificação do agressor – que fugiu do local – sejam instituídas medidas de proibição de aproximação, contato e comparecimento a eventos da candidata.
Tebet defende Marina
Nessa terça, a ex-ministra do planejamento e orçamento, Simone Tebet (PSB), repudiou o ocorrido com Marina Silva e disse que “agressões não podem ser relativizadas”.
“É sempre com uma mulher. Agente não pode relativizar e achar normal num período eleitoral, que é uma festa da democracia, onde cada um expõe o que quiser, haja ódio, haja interdição de debate e haja tentativa de agressão. “, disse Tebet.
Candidata ao Senado por Sâo Paulo, Tebet também participou da caminhada que marcou o primeiro ato de campanha de Fernando Haddad, postulante ao governo paulista.
Pelas redes sociais, Marina, que disse que o ocorrido trata de uma tentativa de afastar as mulheres do espaço público, publicou um vídeo agradecendo o apoio que recebeu, inclusive do campo adversário.
“Em um momento como esse, é importante que a sociedade se una para desautorizar e deslegitimar qualquer tentativa de transformar a divergência política em intimidação ou agressão”, disse Marina.
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