Human Rights Watch pede que Lula vete ‘PL da devastação’
A organização Human Rights Watch (HRW) instou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a “vetar o projeto de lei que desmantela as licenças ambientais” e fomenta projetos que poderiam acelerar a extração de petróleo e gás, a mineração ou a agroindústria na Amazônia. O projeto de lei de licenciamento ambiental, batizado pela oposição como “PL da devastação“, foi aprovado em 17 de julho na Câmara dos Deputados e, segundo explicou a ONG em comunicado, reduziria a proteção das comunidades indígenas e afro-brasileiras rurais cujos territórios não foram oficialmente reconhecidos.
De acordo com a ONG, se promulgado, o projeto de lei poderia acelerar a extração de petróleo e gás, a mineração, a pecuária e o desmatamento na Amazônia, ao simplificar os procedimentos para a obtenção de licenças ambientais, sem considerar “os efeitos que os projetos podem ter no agravamento da crise climática”. A HRW adverte que a aprovação do “PL da devastação” ocorre a poucos meses da realização da Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30), marcada para novembro na cidade de Belém, na qual o Brasil “deveria desempenhar um papel-chave na reunião de líderes climáticos”.
A normativa, segundo a HRW, prevê a criação de uma “licença ambiental especial” que permitiria “a aprovação rápida” de projetos que o governo considere estratégicos, sem análise de impacto ambiental, e apesar dos possíveis efeitos no meio ambiente e nos direitos humanos. María Laura Canineu, diretora adjunta de Meio Ambiente e Direitos Humanos da Human Rights Watch, destacou que este projeto de lei “não só é prejudicial para o meio ambiente, mas também para a saúde, em particular das comunidades indígenas e afro-brasileiras”.
A organização também explicou que a proposta legislativa autoriza que projetos com um suposto potencial de impacto ambiental médio ou baixo possam obter licenças “simplesmente preenchendo um formulário de adesão ambiental”, e as autoridades ambientais locais, estaduais e federais seriam responsáveis pela definição das atividades nesta categoria. “Permitir que projetos avancem sem avaliações de impacto ambiental é uma receita para o desastre”, alertou Canineu, acrescentando que o mais provável é que “piore a mudança climática ao reduzir a supervisão de atividades-chave que a impulsionam, como a produção de combustíveis fósseis e a pecuária na Amazônia”.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
Segundo a ONG, se Lula der sinal verde à normativa, “enviaria uma mensagem terrível aos brasileiros, cujo direito a um meio ambiente saudável será afetado”, e lembra que, de acordo com o direito internacional dos direitos humanos, “o Brasil tem a obrigação de respeitar os direitos humanos em suas políticas ambientais”.
*Com informações da EFE
[jp-related-posts ids=”2018129,2018239,2018222″]
Assuntos
continue lendo
Política
Flávio aciona TSE contra Durigan por suposta atuação em campanha de Lula
Advogados do candidato do PL alegam que ministro da Fazenda usou estrutura da pasta para fazer campanha pela reeleição do petista
- De família tradicional goiana, Ronaldo Caiado disputa a Presidência pela 2ª vez Júlia Mano · há 10 minutos
- Como funciona a checagem de fatos ao vivo nos debates eleitorais Jovem Pan · há 3 horas
- Como a televisão moldou as campanhas: quais foram os debates mais polêmicos para governador de SP Jovem Pan · há 4 horas
- Marília Campos lidera corrida ao Senado de MG, diz Quaest Estadão Conteúdo · há 7 horas