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Política

Lula cobra diálogo com EUA sobre tarifa de 50% e critica prioridade dada a Eduardo Bolsonaro

Presidente afirma que não conseguiu contato com autoridades norte-americanas e vê 'falta de seriedade' na relação bilateral

Uanabia Mariano

Lula recebe presidente do Panamá no Palácio do Planalto
Lula recebe presidente do Panamá no Palácio do Planalto WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quinta-feira (28) a falta de abertura dos Estados Unidos para dialogar sobre a tarifa de cinquenta por cento imposta aos produtos brasileiros. Segundo ele, até agora o governo federal não conseguiu contato com nenhuma autoridade norte-americana.

“Eu tenho o [vice-presidente Geraldo] Alckmin, o [ministro da Fazenda, Fernando] Haddad e o [chanceler] Mauro Vieira, que são meus negociadores. Até agora, a gente não conseguiu falar com ninguém, com ninguém dos Estados Unidos”, disse Lula durante cerimônia de nomeação de diretores de agências regulatórias.

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O presidente lembrou que uma reunião entre Haddad e o secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, marcada para 13 de agosto, foi cancelada dois dias antes. No mesmo dia, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou nas redes sociais que foi recebido por Bessent. Para Lula, o gesto expôs a falta de seriedade norte-americana na condução da relação com o Brasil.

“O Haddad estava com uma reunião com o secretário de Tesouro, suspendeu a reunião com o Haddad e foi se reunir com o deputado Eduardo Bolsonaro. Uma demonstração da falta de seriedade nessa relação com o Brasil”, afirmou. Apesar do impasse, Lula declarou estar tranquilo em relação aos impactos econômicos da medida, afirmando que o aumento da tarifa também prejudicará produtores e consumidores norte-americanos.

“Essa conta vai aparecer em algum momento. Se fosse de fato resolver o problema da economia, aumentando a taxa de todas as exportações, nenhum país tinha problema”, concluiu.

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