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Política

Motta corrobora discurso de Lula e defende reciprocidade após tarifas dos EUA

Presidente da Câmara classificou sobretaxa de 25% como 'agressão ao livre-comércio' e afirmou que medida prejudica a economia e ameaça empregos

Estadão Conteúdo

Hugo Motta presidente da Câmara dos Deputados
Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados Bruno Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), repudiou a decisão do governo dos Estados Unidos que impôs, na quarta-feira (15), tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil. Além do repúdio, o deputado defendeu o uso da Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional, como resposta aos Estados Unidos. A manifestação de Motta foi feita no fim da noite de quinta-feira (16) por meio de nota.

O presidente da Câmara destacou que o parlamento brasileiro apoia o diálogo respeitoso entre nações soberanas, mas discorda do uso de barreiras comerciais como instrumento de ingerência ou pressão política. “Contamos com a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso, como instrumento legítimo de defesa dos interesses nacionais”, frisou.

Ainda na nota, ele disse que “medidas unilaterais e protecionistas como essas prejudicam a economia, ameaçam empregos e penalizam setores produtivos estratégicos que geram renda e desenvolvimento no país. Não há justificativa técnica ou comercial que legitime essa agressão ao livre-comércio e à soberania brasileira”.

Motta reforçou ainda que a Câmara dos Deputados acompanhará de perto os desdobramentos do tarifaço e “atuará com responsabilidade e firmeza na defesa dos interesses do país”. E complementou: “O Brasil permanece unido na proteção de seu setor produtivo, de seus exportadores e, sobretudo, dos empregos dos brasileiros.”