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‘Não vai ter tarifaço’, diz Lula em semana decisiva sobre novas taxas dos EUA

As autoridades norte-americanas conduzem duas novas investigações que sugerem a aplicação de sobretaxas de 25% e de 12,5% sobre produtos brasileiros

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LULA/AGROECOLOGIA/PROGRAMA/LANÇAMENTO - POLÍTICA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira (13) a jornalistas, na saída do evento de lançamento de uma turbina movida a etanol, em São José dos Campos, em São Paulo, que “não vai ter tarifaço” no Brasil após ser questionado sobre a possibilidade de um aumento de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) projetou no dia 6 de julho que, caso o governo dos Estados Unidos adote as novas propostas de taxação contra o Brasil – de 25% e 12,5% -, cerca de 4.187 produtos exportados pelo Brasil serão afetados, o equivalente a US$ 14,9 bilhões em exportações. Segundo a CNI, todos esses produtos estão hoje submetidos à tarifa adicional temporária de 10% prevista na Seção 122 da legislação comercial norte-americana, vigente até dia 24 de julho.

As autoridades americanas conduzem duas novas investigações que sugerem a aplicação de sobretaxas de 25% e de 12,5%. Caso as propostas sejam aprovadas, os produtos sofrerão um acréscimo de 27,5 pontos percentuais, fazendo a taxação contra o Brasil alcançar 37,5%. A expectativa é de que haja uma decisão final até o dia 15 de julho.

Entre os principais produtos que o Brasil exporta para os Estados Unidos que podem ser afetados pela tarifa acumulada de 37,5%, o Brasil atua como o principal fornecedor ao mercado norte-americano em 11.

A hipótese foi reforçada após a declaração recente do representante do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, de que os dois países ainda estão distantes de um acordo.