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Política

Oposição reage à decisão de Moraes de não liberar Bolsonaro para ir ao hospital

Gilberto Silva acusa o ministro de perseguição política e de usar o aparelho estatal para 'aniquilar adversários'

Fernando Keller

Brasília (DF) 14/09/2025 O ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seu filho, Jair Renan, deixa hospital sob forte esquema de segurança, após passar por procedimentos. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Brasília (DF) 14/09/2025 O ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seu filho, Jair Renan, deixa hospital sob forte esquema de segurança, após passar por procedimentos. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A oposição da Câmara dos Deputados foi às redes sociais para criticar a decisão do ministro Alexandre de Moraes de não permitir que Jair Bolsonaro saísse de sua prisão na sede da Polícia Federal em Brasília para ir ao hospital. O ex-presidente sofreu uma queda entre a noite de ontem e a madrugada desta terça-feira (6).

Moraes baseou a sua decisão no parecer médico dado pela PF.  Gilberto Silva, deputado federal pelo estado da Paraíba e líder da oposição na Câmara, publicou um texto em sua conta no X, onde informou que a Liderança da Oposição na Câmara dos Deputados repudia “o tratamento desumano, ilegal e vingativo imposto ao Presidente Jair Messias Bolsonaro.”

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Ele acusa o ministro de perseguição política e de usar o aparelho estatal para “aniquilar adversários”.

“É inaceitável que um líder nacional, sem condenação transitada em julgado e com endereço fixo, sofra restrições mais severas do que aquelas aplicadas a condenados por corrupção sistêmica — muitos dos quais, hoje, circulam livremente pelos corredores do poder em Brasília”.

Apesar do que o deputado afirma, o Supremo Tribunal Federal (STF) já considerou a condenação de Bolsonaro como transitada em julgado, ou seja, que não caberiam mais recursos da defesa para recorrer da condenação. Gilberto continua dizendo que negar atendimento médico a um cidadão de mais de 70 anos o Estado brasileiro “flerta com a tortura e o desrespeito à dignidade da pessoa humana”.

Sóstenes Cavalcante, líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, também seguiu o tom da retórica e afirmou que a decisão é perseguição política “escancarada”.

“Um homem com histórico clínico grave, laudos médicos, múltiplas cirurgias, sofre uma queda, bate a cabeça, recebe diagnóstico de traumatismo craniano e, ainda assim, precisa de autorização judicial para ir ao hospital. Isso é uso do poder para impor sofrimento”, afirmou.

Também acusou Moraes de abuso de poder e afirmou que ele é responsável por um “regime de exceção”.

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