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Política

Prisão de Collor é correta, mas e os outros?

Não se trata de questionar o rito processual da Operação Lava Jato; pelo contrário, mas anular provas de réus confessos de um gigantesco esquema de corrupção que desviou bilhões da população brasileira

Felipe Cerqueira

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48986338198_e8c6cba432_b Jefferson Rudy/Agência Senado

O Supremo Tribunal Federal acerta por condenar a prisão o ex-presidente Fernando Collor por corrupção relacionada à BR Distribuidora, esquema de desvio descoberto pela Operação Lava Jato. O que causa surpresa não é a prisão de mais um presidente da República, mas o fato de Collor ser o único político graúdo preso oriundo da Operação. Para os demais, de empresários a políticos, valeu a canetada de um dos ministros do STF, que anulou monocraticamente as provas obtidas nos acordos de leniências da Operação Lava a Jato.

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Nesses casos, não se trata de questionar o rito processual ou métodos da Operação Lava Jato; pelo contrário, mas anular provas de réus confessos de um gigantesco esquema de corrupção que desviou bilhões da população brasileira. Com o avanço da impunidade, pessoas condenadas por corrupção voltaram para a vida política e empresarial normalmente. Um deles chega a dar dicas de filmes da Netflix. Aliás, bem que a empresa de streaming poderia lançar um documentário para a gente entender por que apenas Collor foi preso, e os demais, não. 

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