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‘Réus utilizaram Abin para deslegitimar a Justiça Eleitoral e o Poder Judiciário’, afirma Moraes

Ministro do STF destacou que a Agência Brasileira de Inteligência foi usada para 'jogar parcela da população contra as eleições, e, com isso, desacreditar a democracia' para os acusados 'se perpetuarem no poder'

Victor Trovão

Julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1 (Manhã) - 09/09/2025 Ministro Cristiano Zanin. Julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1 (Manhã). Foto: Rosinei Coutinho/STF
Julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1 (Manhã) - 09/09/2025 Ministro Cristiano Zanin. Julgamentos da Ação Penal 2668 - Núcleo 1 (Manhã). Foto: Rosinei Coutinho/STF Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, destacou nesta terça-feira (9) que os réus da ação penal do golpe usaram a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para “deslegitimar a Justiça Eleitoral e o Poder Judiciário, jogar parcela da população contra o Poder Judiciário, contra as eleições, e, com isso, desacreditar a democracia e se perpetuarem no poder”. Moraes destacou como o grupo, a partir de julho de 2021, passou a utilizar a chamada Abin Paralela para criar narrativa mentirosa sobre urnas. Segundo Moraes, a organização criminosa usou ilicitamente a Abin para a “concepção do seu projeto de manutenção do poder sem a existência de freios e contrapesos por parte do poder judicial”.

Nesse contexto, o ministro destacou a caderneta apreendida com o general Augusto Heleno com “várias anotações feitas pelo réu, consistentes em diretrizes estratégicas, dentre as quais foram listadas ações a serem implementadas pela organização criminosa, inclusive sobre o estabelecimento de uma desinformação”. “Não é razoável achar normal um general, ministro do GSI, ter agenda com anotações golpistas”, pontuou, destacando que a agenda tinha “anotações com objetivo de deslegitimar Judiciário e permanecer no poder”.

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O ministro considerou os ataques às urnas como o “primeiro ato executório” do grupo sob julgamento, destacando ainda que, desde tal momento, já se pretendia a contratação de hackers para “tentar atacar a lisura das eleições com uma sequência de atos executórios”. “Essa sequência é muito importante para demonstrar que não são fatos aleatórios, são fatos que foram planejados em órgãos, utilizando ilicitamente órgãos de Estado para restringir o poder judiciário e para se perpetuar o poder independentemente das eleições.”

*Com informações do Estadão Conteúdo 

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