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Política

Sabino se recusa a deixar cargo no Governo Lula: ‘Seria uma covardia’

Decisão contraria as diretrizes do União Brasil, seu partido, e intensifica o embate político, com a possibilidade de expulsão do ministro da legenda

Sarah Américo

Celso Sabino
img20221222124328736 Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O Ministro do Turismo, Celso Sabino, voltou a reforçar sua intenção de permanecer no cargo, classificando como “covardia” uma possível saída. A decisão contraria as diretrizes do União Brasil, seu partido, e intensifica o embate político, com a possibilidade de expulsão do ministro da legenda.

Em um evento em Belém do Pará, Sabino enfatizou a importância de sua presença no ministério, especialmente com a proximidade da COP 30, que será sediada na capital paraense no próximo mês. O Pará é o reduto eleitoral do ministro, e há especulações de que ele almeja uma cadeira no Senado em 2026, utilizando o evento como plataforma para sua candidatura.

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O União Brasil, por sua vez, mantém sua postura de advertência. Sabino está suspenso por 60 dias, e a cúpula do partido analisa seu futuro. A legenda, que não possui unidade programática ou ideológica clara, com alas que apoiam o governo e outras de oposição, enfrenta um dilema. Especialistas em política apontam que a decisão de Sabino é uma mistura de compromisso com o trabalho e estratégia eleitoral. O ministro do turismo, sendo do Pará e atuando na organização da COP 30, colheria dividendos políticos significativos ao permanecer no cargo durante o evento.

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