Desempregado faz peregrinação para entender motivo de não receber seguro
Jorge Jerônimo da Silva era bancário e tem vivido dias difíceis para ter acesso a algo que é um direito conquistado: o seguro-desemprego. Jorge foi cortado da empresa em que trabalha em março.
No Portal do Trabalhador de Osasco, na grande São Paulo, deu entrada na documentação e recebeu a primeira parcela em abril.
No mês seguinte, em maio, foi até uma lotérica e uma agência da Caixa para sacar a segunda parcela e não estava disponível: “Eu fui até uma agência da Caixa Econômica e, chegando lá, também não estava disponível o seguro-desemprego. Perguntei para o gerente o que estava acontecendo e ele disse que não tinha nenhuma informação e que isso estava acontecendo com seguro-desemprego e com o Bolsa Família”
Diante disso, desde então Jorge não recebe seu benefício, que é assegurado por lei: “Eu fui até o juizado federal na Avenida Paulista, e como eu moro em Osasco, falaram para eu ir ao juizado de Osasco, mas para entrar com uma ação, eu devia ter um comprovante que demonstrasse o porquê eu não estava recebendo o seguro-desemprego”.
Jorge voltou ao Portal do Trabalhador para investigar e descobriu que havia um registro sem dar baixa na Prefeitura de Osasco, onde trabalhou em 2004: “E lá eles não tinham como regularizar, eu teria que ir até um posto do Ministério do Trabalho, e eu teria que procurar postos no interior porque em Osasco não tinha data para abertura da agenda. Então fui para casa, entrei na internet e procurei um posto. O atendimento vai ocorrer no dia 2 de setembro lá em Sorocaba. Eu moro em Osasco e vou ter que ir até Sorocaba”.
Assim, desde abril, Jorge não vê a segunda parcela do benefício e tem que fazer uma peregrinação entre cidades para buscar entender o que ocorre: “Você se sente humilhado, incapaz, porque você é desligado de uma empresa, eles não alegaram o motivo, e quando você precisa de uma verba, que é um direito, você não tem”.
O Ministério do Trabalho e Emprego foi procurado pela nossa reportagem, mas não houve resposta para o caso de Jorge.
Reportagem: Fernando Martins
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