Desempregado faz peregrinação para entender motivo de não receber seguro

  • Por Jovem Pan
  • 21/06/2016 08h18
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O governador Geraldo Alckmin durante a entrega das obras de ampliação e modernização do PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) da Estação Brás do Metrô e CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Data: 13/01/2015. Local: São Paulo/SP. Foto: Edson Lopes Jr/A2AD Edson Lopes Jr/A2AD emprego

 Jorge Jerônimo da Silva era bancário e tem vivido dias difíceis para ter acesso a algo que é um direito conquistado: o seguro-desemprego. Jorge foi cortado da empresa em que trabalha em março.

No Portal do Trabalhador de Osasco, na grande São Paulo, deu entrada na documentação e recebeu a primeira parcela em abril.

No mês seguinte, em maio, foi até uma lotérica e uma agência da Caixa para sacar a segunda parcela e não estava disponível: “Eu fui até uma agência da Caixa Econômica e, chegando lá, também não estava disponível o seguro-desemprego. Perguntei para o gerente o que estava acontecendo e ele disse que não tinha nenhuma informação e que isso estava acontecendo com seguro-desemprego e com o Bolsa Família”

Diante disso, desde então Jorge não recebe seu benefício, que é assegurado por lei: “Eu fui até o juizado federal na Avenida Paulista, e como eu moro em Osasco, falaram para eu ir ao juizado de Osasco, mas para entrar com uma ação, eu devia ter um comprovante que demonstrasse o porquê eu não estava recebendo o seguro-desemprego”.

Jorge voltou ao Portal do Trabalhador para investigar e descobriu que havia um registro sem dar baixa na Prefeitura de Osasco, onde trabalhou em 2004: “E lá eles não tinham como regularizar, eu teria que ir até um posto do Ministério do Trabalho, e eu teria que procurar postos no interior porque em Osasco não tinha data para abertura da agenda. Então fui para casa, entrei na internet e procurei um posto. O atendimento vai ocorrer no dia 2 de setembro lá em Sorocaba. Eu moro em Osasco e vou ter que ir até Sorocaba”.

Assim, desde abril, Jorge não vê a segunda parcela do benefício e tem que fazer uma peregrinação entre cidades para buscar entender o que ocorre: “Você se sente humilhado, incapaz, porque você é desligado de uma empresa, eles não alegaram o motivo, e quando você precisa de uma verba, que é um direito, você não tem”.

O Ministério do Trabalho e Emprego foi procurado pela nossa reportagem, mas não houve resposta para o caso de Jorge.

Reportagem: Fernando Martins

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