Deputados do PSL acionam Justiça contra passaporte da vacina em São Paulo

Parlamentares afirmam que a obrigatoriedade fere a liberdade dos cidadãos; prefeitura quer exigir apresentação do documento para entrada em grandes eventos

  • Por Jovem Pan
  • 25/08/2021 09h11 - Atualizado em 25/08/2021 10h13
EVANDRO LEAL/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

Deputados federais do Partido Social Liberal (PSL) vão recorrer à Justiça contra a adoção do passaporte da vacina em São Paulo. Entre os parlamentares está Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, todos assinaram uma medida judicial coletiva para derrubar a obrigatoriedade do documento. “A vacina vem em boa hora, pretendo em breve vacinar. Agora, a gente não pode exigir que as pessoas injetem nos seus corpos vacinas feitas fora de um protocolo“, disse. O deputado Carlos Jordy afirma que o passaporte é discriminatório, fere a liberdade dos cidadãos e que o grupo já se mobiliza também contra ações parecidas em outros Estados. “Cada vez mais arbítrios do Estado que, sob a justificativa da proteção da saúde pública, vão avançando e retirando as nossas liberdades individuais.”

“Essa medida vem sendo tomada no município do Rio, de Niterói e também já estamos nos organizando para que ações como essas possam impedir que façam uma medida autoritária como essa para obrigar o cidadão a ser vacinado”, afirmou. O passaporte da vacina paulistano foi anunciado pelo prefeito Ricardo Nunes na segunda-feira, 23. Inicialmente, a proposta era exigir a imunização comprovada para entrada em todos estabelecimentos comerciais, bares e restaurantes. No entanto, horas depois, gestão municipal esclareceu que a obrigatoriedade ainda em estudo, mas que valeria apenas para grandes eventos, sendo opcional em outras situações. A medida ainda não foi detalhada, o que deve ocorrer nesta quarta-feira, 25.

*Com informações da repórter Carolina Abelin