Em parceria com TikTok, SP lança campanha para incentivar alunos e minimizar evasão escolar

A Secretaria da Educação estima que 15% dos alunos da rede estadual, que corresponde a mais de 500 mil, não entregaram as atividades propostas

  • Por Jovem Pan
  • 03/12/2020 08h23 - Atualizado em 03/12/2020 09h03
Governo de São PauloO secretário Rossieli Soares diz que a educação precisa ser a prioridade do poder público, e comemorou a divulgação do primeiro vídeo da campanha

Redes sociais e influenciadores digitais fazem parte da nova estratégia da Secretaria Estadual da educação de São Paulo para incentivar os alunos a estudarem e evitar a evasão na rede pública. A campanha que tem o objetivo de criar uma rede de influenciadores digitais da educação, será feita em parceria com o aplicativo TiKTok e a produtora KondZilla. O produtor musical e empresário, Konrad Dantas, destacou a importância da educação em sua trajetória profissional. “Muitos jovens compartilham do mesmo sonho que eu, que é também dar uma vida mais confortável para os pais. E a gente vai conseguir fazer isso estando preparado para atuar no mercado, em um futuro próximo aí, e a gente vai conseguir isso através da educação”, comenta. Ao todo, 12 vídeos serão divulgados por meio das redes sociais, gravados por seis influenciadores digitais, com o objetivo de divulgar o Centro de Mídias da Educação e São Paulo e também incentivar os jovens, que ainda não entregaram os trabalhos escolares, a mandarem suas atividades. A Secretaria da Educação estima que 15% dos alunos da rede estadual, que corresponde a mais de 500 mil, não entregaram nenhuma das tarefas propostas pelos professores.

O secretário Rossieli Soares disse que a educação precisa ser a prioridade do poder público, e comemorou a divulgação do primeiro vídeo da campanha. “A parceria com o Tiktok, com todos os parceiros, com os influenciadores, é para a gente estar divulgado, porque essa linguagem vai chegar muito mais longe. Somente com o primeiro vídeo a gente já subiu em 139% o número de acessos e número de pessoas que baixaram o aplicativo.”, afirma. O secretário comentou, também, a decisão do governo do Estado, em retroceder para a fase amarela do Plano São Paulo. Segundo Rossieli, as escolas devem permanecer abertas, e por serem um local seguro, deveriam ser incluídas na lista de serviços essenciais. “Nós não tivemos nenhum caso de transmissão, localizado até agora, dentro de escolas”, garante. Neste mês de dezembro, será realizada uma avaliação diagnóstica para medir o que os alunos conseguiram aprender. Já em janeiro, do ano que vem, haverá recuperação nas unidades estaduais.

*Com informações da repórter Caterina Achutti