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Justiça absolve PM apontado como autor do disparo que matou a menina Ágatha Félix

Em meio a protestos no tribunal, mãe da menina declarou pediu respeito pela dor de cinco anos pela perda de sua filha, enquanto avô declarou que 'a Justiça da Terra não vale nada'

Felipe Cerqueira

Rodrigo Soares no banco dos réus
JULGAMENTO CASO ÁGATHA, NESTA SEXTA-FEIRA (8). ARMANDO PAIVA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

O policial militar Rodrigo Soares, acusado de matar a menina Ágatha Félix, de 8 anos, em setembro de 2019, foi absolvido pelo Tribunal do Júri no Rio de Janeiro. A decisão surpreendeu muitos, já que os indícios apontavam para a condenação do cabo da PM, que teria disparado contra um ocupante de motocicleta na comunidade da Fazendinha, no Complexo do Alemão, atingindo fatalmente a criança. O julgamento, iniciado na última sexta-feira (8), terminou no último fim de semana, gerando protestos da família de Ágatha, que já anunciou que recorrerá da decisão, assim como o Ministério Público do Rio de Janeiro.

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A mãe de Ágatha, Vanessa Salles, expressou sua indignação nas redes sociais e durante o julgamento, afirmando que a absolvição do policial representa um dos dias mais dolorosos para a família. Em meio a protestos no tribunal, ela pediu respeito pela dor de cinco anos pela perda de sua filha. O avô de Ágatha também se mostrou desolado com a decisão e disse que “a Justiça da Terra não vale nada”. O cabo da PM agora está liberado para retomar suas funções nas ruas do Rio de Janeiro.

*Com informações de Rodrigo Viga

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*Reportagem produzida com auxílio de IA